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sexta-feira, 4 setembro, 2026
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Brasileira é condenada a prisão perpétua pela morte do namorado italiano

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(Folhapress) – Uma brasileira foi condenada a prisão perpétua na Itália pelo assassinato de seu companheiro em uma emboscada para simular um atropelamento em 2024.

Adilma Pereira Carneiro, 50, foi apontada como mentora do crime. Em um Tribunal do Júri de 12 horas em junho, o Tribunal de Assize de Busto Arsizio a considerou culpada pela morte do italiano Fabio Ravasio, que foi atingido por um carro enquanto andava de bicicleta na província de Milão.

Na época, o atropelamento parecia ter sido um acidente de trânsito. No entanto, segundo o Ministério Público, a acusada orquestrou o homicídio durante meses por motivos econômicos, com o objetivo de ficar com o patrimônio do namorado.

Outras sete pessoas foram condenadas por envolvimento no crime. Foram sentenciados à prisão perpétua Marcello Trifone e Fabio Lavezzo. Já Massimo Ferretti recebeu 24 anos de prisão; Igor Benedito, 23 anos; Mohammed Dhaibi, 22; Mirko Piazza, 14 anos e quatro meses; e Fabio Oliva, 14 anos. A mulher contou com amigos, familiares e amantes para executar o plano.

Durante o processo, a brasileira negou todas as acusações e, momentos antes da sentença, continuou dizendo que “não tinha motivos para matar Fábio”. Adilma também tentou culpar o ex-marido Massimo Ferreti, que também foi condenado. Ela alegou que descobriu que ele procurava alguém para matar Ravasio.

Advogados da família da vítima celebraram a decisão. “Estamos satisfeitos com a sentença, acreditamos que ela foi justa. A sentença refletiu o andamento do julgamento e estamos satisfeitos que todos os oito réus tenham sido considerados culpados”, disseram Francesco Arnone e Vincenzo Montalbano.

Após a morte de Ravasio, a Justiça italiana reabriu a investigação sobre o falecimento de um ex-marido da brasileira, Michele Della Malva, em dezembro de 2011. Para os promotores, a morte, inicialmente atribuída a um infarto, pode ter sido provocada por envenenamento a mando de Adilma. Na imprensa local, ela ganhou o apelido de “louva-a-deus de Parabiago”, em referência ao inseto cujas fêmeas matam os machos após o acasalamento.





ICL Notícias

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