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sábado, 14 fevereiro, 2026
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Brasil tem 11 casos de intoxicação por metanol; 42 estão em investigação

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Até a tarde desta quinta-feira (2) foram registradas 59 notificações de intoxicação por metanol, segundo informou o ministro da Saúde Alexandre Padilha durante coletiva de imprensa, sendo 11 confirmados e 42 em investigação.

A maioria dos casos é de São Paulo (53), cinco são de Pernambuco e apenas uma é do Distrito Federal. Também foram contabilizadas seis mortes, todas no estado paulista.

O chefe da pasta declarou que 4,3 mil ampolas de etanol farmacêutico, utilizadas no tratamento para esse tipo de intoxicação, foram compradas. “Já temos um estoque desse produto, e estamos ampliando. Vamos chegar na compra de mais 4,3 mil ampolas, que estarão disponíveis a qualquer estado, qualquer centro de referência, qualquer unidade de saúde que não tenha esse etanol farmacêutico”, disse o ministro. 

“Vários estados compram esse produto e já têm esse produto disponível. Eventualmente, estados, secretarias estaduais e municipais que não tiverem, elas podem acionar esses estoques que estão concentrados nos hospitais universitários e a gente pode deslocar isso de imediato”, afirmou.

Padilha disse ainda que a Anvisa já mapeou 604 farmácias no país habilitadas a produzir o etanol farmacêutico. “Nós vamos passar esses dados também para os gestores estaduais e municipais para que eles possam adquirir caso seja necessário”, afirmou.

“Dessas 604 farmácias, a Anvisa vai estabelecer uma, duas ou três de grande referência em todas as capitais dos estados da federação. Estabelecer farmácias que tenham capacidade de uma resposta mais rápida ao pedido de gestores municipais e estaduais”.

O etanol age impedindo que o metanol seja transformado em substâncias mais perigosas para o corpo humano. “Se for mais rápido, o efeito vai ser maior porque ele compete com o metanol no processo de metabolização. Com isso, ele reduziria os efeitos. A utilização dele pode não só evitar a morte, mas também evitar sequelas e agravos”, disse.

O fomepizol, que também é um antídoto, é tido como um tratamento de referência para casos de intoxicação de metanol. O remédio, no entanto, não está disponível no mercado brasileiro. Isso fez com que a Anvisa publicasse um edital de chamamento internacional em busca de fabricantes e distribuidores com estoque disponível. 

Na coletiva, Padilha ressaltou a criação de uma “sala de situação” em Brasília para monitorar os casos de intoxicação por metanol e coordenar ações de resposta. A equipe será formada por técnicos dos ministérios da Saúde, Justiça e Agricultura, além de representantes do CNS, Conass, Conasems, Anvisa e das secretarias de Saúde de São Paulo e Pernambuco.

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Fonte: Brasil de Fato

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