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quinta-feira, 19 março, 2026
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Brasil segue em 2º no ranking de maiores juros reais do mundo; Copom não projeta novos cortes

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O Comitê de Política Monetária (Copom) iniciou o ciclo de redução da taxa básica de juros no Brasil ao cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (18), marca o primeiro recuo desde maio de 2024 e encerra um período prolongado de estabilidade nos juros. Apesar do movimento, o Brasil continua com um dos maiores juros reais do mundo, evidenciando que a política monetária segue bastante restritiva.

O país ocupa a segunda posição no ranking global de juros reais, com taxa de 9,51%, segundo levantamento da MoneYou. O indicador leva em conta a taxa nominal descontada da inflação projetada para os próximos 12 meses.

A Turquia lidera a lista, com 10,38%, enquanto a Rússia aparece logo atrás do Brasil. O cenário reforça que, embora o ciclo de queda tenha começado, o nível de juros ainda é elevado na comparação internacional.

Em relação aos juros nominais (sem descontar a inflação), a taxa brasileira manteve a quarta posição (14,75%). Nos três primeiros lugares estão Turquia (37%), Argentina (29%) e Rússia (15,50%).

Guerra no Oriente Médio impõe cautela aos juros

O Banco Central deixou claro que o ambiente global tem pesado nas decisões. O conflito no Oriente Médio foi citado diversas vezes no comunicado como um fator de incerteza relevante para a trajetória futura dos juros.

Segundo o Copom, “no cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

A escalada do conflito tem pressionado o preço do petróleo, que já supera os US$ 115 por barril, elevando os custos de combustíveis e afetando a inflação. O BC destacou que esse cenário impacta diretamente as cadeias globais de suprimento e pode dificultar o controle dos preços.

Embora tenha iniciado o processo de redução, o Copom evitou sinalizar claramente novos cortes nas próximas reuniões. A estratégia agora é avaliar os desdobramentos do cenário externo antes de definir o ritmo da flexibilização monetária.

O comitê também ressaltou que os riscos para a inflação — tanto de alta quanto de baixa — aumentaram após o início do conflito, o que exige maior prudência nas decisões.

 





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