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terça-feira, 24 fevereiro, 2026
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Brasil reduz déficit em contas externas em janeiro, impulsionado por superávit comercial

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As contas externas do Brasil registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, queda de 16,6% em relação aos US$ 9,8 bilhões do mesmo mês em 2025, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (24). No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit chegou a US$ 67,6 bilhões, equivalente a 2,92% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 3,36% do PIB registrados no ano anterior, sinalizando menor necessidade de financiamento externo.

O déficit em transações correntes indica que o país enviou mais recursos ao exterior do que recebeu, considerando balança comercial de bens, balança de serviços e renda primária (lucros, juros e dividendos enviados e recebidos por empresas multinacionais).

Comércio de bens e serviços: sinais de ajuste

O superávit da balança comercial de bens atingiu US$ 3,5 bilhões, ante US$ 1,4 bilhão em janeiro de 2025, impulsionado pelo aumento das exportações e pela queda das importações. Já a balança de serviços apresentou déficit de US$ 4 bilhões, 12,8% menor que o registrado um ano antes, refletindo redução em gastos com transporte e telecomunicações, apesar do aumento em turismo e aluguel de equipamentos.

No entanto, o déficit em renda primária cresceu 18,7%, alcançando US$ 8,3 bilhões, pressionado por maiores despesas com juros (US$ 3,7 bilhões) e lucros e dividendos (US$ 4,7 bilhões) enviados a investidores estrangeiros.

Investimentos estrangeiros mantêm ritmo

A entrada de investimentos diretos no país (IDP) somou US$ 8,2 bilhões, acima dos US$ 6,7 bilhões de janeiro de 2025, sendo US$ 6,9 bilhões em participação no capital e US$ 1,3 bilhão em operações intercompanhia. Já os investimentos em carteira registraram ingressos líquidos de US$ 8,9 bilhões, o maior valor desde julho de 2018.

No acumulado de 12 meses, os investimentos diretos atingiram US$ 79,1 bilhões (3,42% do PIB), e os investimentos em carteira somaram US$ 24,9 bilhões, reforçando a atratividade do país para capital externo.

Reservas internacionais continuam robustas

As reservas internacionais totalizaram US$ 364,4 bilhões, aumento de US$ 6,1 bilhões em relação a dezembro de 2025, impulsionado por variação cambial e receitas de juros. O Banco Central não realizou intervenções no mercado durante o mês.

Modernização da divulgação de estatísticas

O Banco Central anunciou mudanças na publicação de estatísticas do setor externo: algumas tabelas deixarão de integrar a Nota para Imprensa – Estatísticas do Setor Externo, passando a ser divulgadas em Indicadores Econômicos Consolidados, Sistema Gerenciador de Séries (SGS) e Tabelas Especiais.

Entre os indicadores, destacam-se a taxa de rolagem da dívida externa, a relação dívida externa/PIB, o serviço da dívida e a posição de investimento internacional líquida, fundamentais para avaliar a sustentabilidade externa do país.





ICL Notícias

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