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quinta-feira, 30 abril, 2026
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Brasil mantém 2º maior juro real após corte da Selic

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O Brasil permanece com o segundo maior juro real do mundo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,50% ao ano. O corte, anunciado na quarta-feira (29), é o segundo consecutivo em um ciclo ainda cauteloso de flexibilização monetária.

O juro real — calculado a partir da taxa nominal descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses — ficou em 9,33%, segundo levantamento da MoneYou. O indicador é um dos principais parâmetros para medir o custo efetivo do crédito e o grau de aperto monetário de um país.

A manutenção do Brasil entre os maiores juros reais do mundo indica um ambiente monetário ainda restritivo, mesmo com o início do ciclo de cortes.

A combinação de incertezas externas e expectativas inflacionárias resilientes segue impondo limites à velocidade de redução da Selic, mantendo o país em posição de destaque no cenário global de juros.

Cenário internacional altera dinâmica inflacionária

A liderança do ranking permanece com a Rússia, que registra juro real de 9,67%, seguida pelo Brasil. O México aparece na terceira posição, com taxa de 5,09%.

De acordo com relatório da MoneYou, o agravamento das tensões geopolíticas, especialmente a guerra entre Estados Unidos e Irã, alterou a dinâmica dos preços globais e impactou as projeções de inflação. Esse movimento reconfigurou o ranking internacional de juros reais e contribuiu para a manutenção do Brasil entre as primeiras posições.

A Argentina, por sua vez, caiu para a 39ª colocação, com juro real negativo de -1,15%, refletindo dificuldades persistentes no controle da inflação mesmo após ajustes econômicos recentes.

Corte da Selic ocorre sob pressão inflacionária

A decisão do Copom de reduzir a Selic ocorre em um ambiente externo desafiador. O conflito no Oriente Médio tem gerado pressões inflacionárias globais, especialmente via commodities energéticas, o que limita o espaço para cortes mais agressivos de juros no Brasil.

Ainda assim, a autoridade monetária tem sinalizado uma trajetória gradual de flexibilização, condicionada à evolução das expectativas de inflação.

Ranking de juros nominais no mundo

Considerando apenas os juros nominais — sem descontar a inflação — o Brasil ocupa a quarta posição global. Veja a lista:

  • Turquia: 37%
  • Argentina: 29%
  • Rússia: 14,5%
  • Brasil: 14,50%
  • Colômbia: 11,25%
  • México: 6,75%
  • África do Sul: 6,75%
  • Hungria: 6,25%
  • Índia: 5,25%
  • Indonésia: 4,75%
  • Chile: 4,50%
  • Filipinas: 4,5%
  • Austrália: 4,1%
  • Israel: 4%
  • Hong Kong: 4%
  • Polônia: 3,75%
  • Reino Unido: 3,75%
  • Estados Unidos: 3,75%
  • República Tcheca: 3,50%
  • China: 3%
  • Malásia: 2,75%
  • Coreia do Sul: 2,5%
  • Nova Zelândia: 2,25%
  • Canadá: 2,25%
  • Alemanha: 2,15%
  • Áustria: 2,15%
  • Espanha: 2,15%
  • Grécia: 2,15%
  • Holanda: 2,15%
  • Portugal: 2,15%
  • Bélgica: 2,15%
  • França: 2,15%
  • Itália: 2,15%
  • Taiwan: 2%
  • Suécia: 1,75%
  • Dinamarca: 1,6%
  • Cingapura: 1,02%
  • Tailândia: 1%
  • Japão: 0,75%
  • Suíça: 0%

 





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