Gabriel Brum – Repórter da Rádio Nacional
O Brasil criou 112.334 novas vagas de trabalho com carteira assinada em janeiro, alta puxada pela indústria. Os números do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) foram divulgados nesta terça-feira (3), em São Paulo, pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Foram 54 mil novos empregos no setor industrial, quase a metade. Na sequência, ficaram Construção Civil, Serviços e Agronegócio, este último com destaque para lavoura de soja e maçã.
Comércio foi o único setor com números negativos em janeiro, o que é comum na virada de um ano para o outro, por conta das férias e festas. Foram 56 mil vagas fechadas.
As mulheres ocuparam 17 mil vagas novas, enquanto os homens, 94 mil. Do total, mais 111 mil novos contratados foram adolescentes e jovens até 24 anos, informação destacada pelo ministro Luiz Marinho.
“Pode observar que praticamente a totalidade do saldo positivo se deu entre jovens de até 24 anos de idade. Mais uma vez contradizendo aí a máxima de que os jovens não estão aceitando CLT, não estão indo ao mercado de trabalho e tal. Isso não corresponde à verdade absoluta conforme algumas pessoas insistem em dizer.”
Entre os estados, 18 tiveram dados positivos. O destaque foi Santa Catarina, com mais de 19 mil novos empregos, seguido por Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Para o ministro, a expectativa é que 2026 tenha um resultado positivo como o do ano passado, quando 1,28 milhão de vagas foram criadas. A torcida é para que a guerra no Oriente Médio não atrapalhe.
“Do cenário olhando para o mercado interno, considerando que se a gente entrar num momento de adequação dos juros, reduzindo a taxa de juros, eu enxergo que o saldo do ano passado pode se repetir esse ano, até com um viés de crescimento.”
O salário médio real de admissão no mês passado foi de R$ 2.389,78; R$ 77 a mais do que no mês anterior.



