O Ibovespa encerrou a sexta-feira (10) em forte alta e alcançou um novo recorde histórico, fechando aos 197.323,87 pontos, com avanço de 1,12% no dia. O resultado representa um ganho de mais de 2 mil pontos e consolida o melhor nível de fechamento já registrado pela Bolsa brasileira.
Com o desempenho, o índice acumulou alta de 4,93% na semana, marcando o terceiro avanço semanal consecutivo e o melhor resultado desde janeiro. Além disso, a Bolsa completou nove sessões seguidas de valorização, sequência que não era vista desde o fim do ano passado.
Durante o pregão, o Ibovespa também atingiu uma nova máxima histórica intradiária, superando o recorde do dia anterior e reforçando o bom momento do mercado brasileiro.
O dia também foi positivo para o câmbio. O dólar comercial recuou cerca de 1%, sendo negociado próximo de R$ 5,01, registrando a terceira queda consecutiva. Em alguns momentos do pregão, a moeda americana chegou muito perto de romper a barreira dos R$ 5, refletindo a entrada de capital estrangeiro e o maior apetite por risco.
Apesar do forte desempenho da Bolsa, o cenário internacional continua exigindo cautela. O mercado acompanhou de perto os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã, que devem ocorrer no Paquistão, além das tensões envolvendo Israel e Líbano.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI) de março veio mais pressionado, refletindo os efeitos da guerra e da alta da energia, mas ainda dentro das expectativas do mercado. O núcleo da inflação mostrou comportamento mais controlado, o que mantém a possibilidade de cortes de juros no futuro.
No Brasil, o IPCA de março também surpreendeu levemente para cima, com alta de 0,88%, pressionado principalmente por energia e alimentos. Economistas avaliam que o movimento ainda não caracteriza uma crise inflacionária, mas exige atenção do Banco Central.
Destaques do Ibovespa
Entre os destaques do pregão, ações de grande peso no índice impulsionaram o desempenho da Bolsa:
- Petrobras subiu com a recuperação do setor de petróleo
- Vale avançou mesmo com oscilações do minério de ferro
- Bancos como Itaú, Bradesco e Santander fecharam em alta
- Sabesp ganhou força após apresentar novo plano de investimentos
- Hapvida disparou com expectativas sobre reestruturação da empresa
No lado negativo, algumas ações tiveram forte queda, como empresas do setor de consumo e locação de veículos, pressionadas por revisões de recomendações de analistas.
Próxima semana promete novos testes
Para a próxima semana, o mercado deve acompanhar indicadores importantes da economia brasileira, como dados de serviços, varejo e a prévia do PIB (IBC-Br). No cenário externo, o foco continuará nas negociações geopolíticas e nos desdobramentos do mercado de energia.
Com recordes na Bolsa, dólar em queda e fluxo estrangeiro positivo, o mercado brasileiro encerra a semana em clima otimista, mas ainda atento aos riscos internacionais e à evolução da inflação global.



