[ad_1]
O Carnaval do Rio de Janeiro vai ter um bloco oficial do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em 2026. Em todo país, o MST organiza atividades que movimentam o período carnavalesco, unindo as bandeiras de luta do povo à alegria das ruas.
Além da bateria com os instrumentos de percussão, o bloco inclui uma ala de fanfarra e uma orquestra de enxadas formada por militantes e agricultores. No carnaval, a ferramenta de trabalho na terra vira instrumento que marca o ritmo da festa.
Para os ansiosos, o primeiro desfile do MST no carnaval carioca já tem data na agenda dos blocos de rua: dia 7 de fevereiro, com trajeto que vai até a Praça da Harmonia, no centro. Os ensaios da bateria sem terra começam no próximo mês, às terças-feiras, na Cinelândia. Inscrições neste link.
Ao Brasil de Fato, Tomás Ramos, do movimento Ocupa Carnaval, afirmou que o Bloco do MST é uma conquista para o carnaval de rua, que tradicionalmente consegue conscientizar sobre temas importantes da sociedade.
“O Carnaval carioca sempre teve coragem e ousadia de debater questões públicas usando humor, usando alegria, para brincar na rua e, ao mesmo tempo, levantar questões importantes sobre o dia a dia da vida cotidiana. A luta pode ser feita com muita alegria e a alegria também pode ser feita com muita luta. Ter um bloco como o bloco do MST como uma novidade para esse próximo carnaval nos enche de esperança”, celebra Ramos.
:: Quer receber notícias do Brasil de Fato RJ no seu WhatsApp? ::
A deputada Marina do MST (PT) também comemorou a novidade. O bloco de carnaval era pedido há anos por foliões do Rio. “É a realização de um sonho de muitos que acreditam que o Carnaval é uma festa que pode ter também um conteúdo político de transformação social. Unir nas ruas do Rio alegria, sonhos e esperança é algo que nós do MST gostamos muito de fazer”, disse à reportagem.
A vereadora Maíra do MST (PT), por sua vez, enalteceu a contribuição do carnaval para a economia popular. “O carnaval é uma expressão da humanidade através da alegria, da troca e da arte, além disso, gera emprego, renda e laços comunitários, fortalecendo uma cidade democrática”, disse.
“O bloco do MST sair às ruas é um marco, porque o carnaval de rua é um espaço que disputa a democracia e o direito a cidade. Levaremos a luta e a identidade da reforma agrária popular como uma contribuição do movimento a quem constrói essa festa tão linda e tradicional”, completa Maíra.
Carnaval do MST
Nos blocos ou escolas de samba, ao som do frevo, do samba ou do maracatu, o MST organiza ações que levam adiante temas como reforma agrária, agroecologia e soberania alimentar também nos dias de carnaval.
“A Constituição brasileira e a declaração dos direitos humanos incluem o lazer como direitos social. Celebrar, criar, dançar e expressar a sua cultura também é um ato de resistência dos povos. Faltava o MST do Rio ter um bloco para podermos atuar na maior festa popular do planeta que é o carnaval brasileiro”, afirma Igor Conde, cantor do Bloco do MST.
Envolvendo escolas do campo, acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária, diversos blocos do MST pelo Brasil materializam a alegria camponesa. Bahia, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, e agora o Rio, fazem parte da festa.
Fabito Alves, dirigente de Cultura do MST, considera que a presença no carnaval é uma forma de divulgar a agroecologia. “Acho muito potente a união da reforma agrária popular com o carnaval, o MST tem blocos de carnaval no Brasil inteiro, é uma maneira da gente levar os valores da agroecologia para a maior festa, uma das maiores tradições do planeta”, reafirma.
Serviço
Inscrições para bateria do Bloco do MST no Carnaval do Rio 2026
Ensaio a partir do dia 4 de novembro
Terças-feiras, às 19h
Local: Cinelândia
Inscrições neste link.
[ad_2]
Fonte: Brasil de Fato



