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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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‘Bíblia do liberalismo’ The Economist diz que julgamento de Bolsonaro é ‘lição para a América’ e que Brasil é ‘adulto democrático’ do Ocidente

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Uma das mais importantes revistas do mundo, a britânica The Economist traz na sua última edição uma imagem do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro caracterizado como um dos símbolos da invasão extremista do legislativo dos EUA. Esta edição do que é considerada a ‘Bíblia do liberalismo’, elogia a democracia do Brasil, às vésperas do início do julgamento de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

A imagem funde uma foto de Bolsonaro com a de Jacob Chansley, que ficou conhecido como o “Viking do Capitólio”. Em 2021, o apoiador do então presidente derrotado nas urnas Donald Trump foi um dos rostos mais reconhecíveis da multidão de extremistas de direita que invadiram e vandalizaram a sede do poder estadunidense para, acredita-se, tentar reverter o pleito perdido nas urnas.

“Imagine um país onde um presidente polarizador perde sua tentativa de reeleição e se recusa a aceitar o resultado. Ele declara a votação fraudada e usa as redes sociais para incitar seus apoiadores a se rebelarem. Eles o fazem, aos milhares, atacando prédios do governo. Então, a insurreição fracassa, o ex-presidente enfrenta uma investigação criminal e os promotores o levam a julgamento por planejar um golpe”, começa a reportagem de capa, que diz que o relato acima se assemelha “a uma fantasia da esquerda americana”, mas é realidade no Brasil.

O julgamento de Bolsonaro, a partir de 2 de setembro, “oferece uma lição de democracia para uma América que está se tornando mais corrupta, protecionista e autoritária. Um ex-general de quatro estrelas conspirou para anular o resultado da eleição; assassinos planejaram matar o verdadeiro vencedor. Mas o golpe acabou fracassando por incompetência”.

“Isso soa como uma fantasia da esquerda americana”, diz a revista,”mas na outra grande democracia do hemisfério, é realidade”. Em 2 de setembro, o julgamento de Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil e o “Trump dos trópicos”, começará no Supremo Tribunal Federal. As evidências parecem um flashback do passado turbulento do Brasil. Um ex-general de quatro estrelas conspirou para anular o resultado da eleição; assassinos planejaram assassinar seu verdadeiro vencedor. Como nossa investigação sobre a conspiração explica, o golpe fracassou por incompetência e não por intenção.

Ao contrário dos EUA, onde Trump não foi responsabilizado pela invasão – mesmo tendo hesitado no momento em desestimular seus apoiadores – julgar Bolsonaro por ato semelhante faz do Brasil “um exemplo para a recuperação de países afetados pela febre populista”.

Merece elogios ainda a disposição brasileira de resistir a chantagem de Trump para eximir Bolsonaro de responsabilidade, mesmo sofrendo sanções econômicas. A revista critica, no entanto, o excesso de poder do Supremo Tribunal Federal, que estaria se tornando “vítima, promotor e juiz”, embora pondere que poderes tão amplos podem tanto corroer como salvaguardar democracias.

Clique aqui para ler o original em inglês

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Fonte: Brasil de Fato

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