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terça-feira, 17 fevereiro, 2026
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Bia Miranda, Buarque, Gato Preto e mais 12 influencers são alvos de operação contra ‘Jogo do Tigrinho’

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a Operação Desfortuna contra a promoção ilegal do conhecido “jogo do tigrinho“. Os influenciadores Bia Miranda, Buarque e Gato Preto estão entre os 15 alvos da ação, com 31 mandados de busca e apreensão.

A ação acontece nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Há indícios de lavagem de dinheiro, estelionato, publicidade enganosa e crime contra a economia popular. A Operação Desfortuna é realizada pela DCOC-LD (Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro) e tem como alvo influenciadores digitais que usam as redes sociais para divulgar o jogo.

Além de Bia Miranda, Rafael Buarque e Gato Preto, são alvos também Jenny Miranda, que é mãe de Bia Miranda, e os influenciadores MauMau, Lorrany, Luiza, Micaell Santos, Nayala Duarte, Paola, Paulina Attaide, Tailane Garcia, Tailon e Vanessa.

Fintechs também são alvo da operação, e a Justiça deferiu a quebra do sigilo fiscal dessas empresas.

O objetivo da operação é desarticular um esquema de promoção ilegal de jogos de azar online com indícios de lavagem de dinheiro e organização criminosa. As investigações foram desenvolvidas de forma conjunta com o GRA (Gabinete de Recuperação de Ativos) e com o Lab-LD (Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro) da Polícia Civil.

influenciadores

Bia Miranda e Buarque. (Foto: Reprodução)

Investigação contra os influencers

As investigações apontam que as postagens realizadas pelos investigados contêm promessas enganosas de lucros fáceis, com o intuito de atrair seguidores para essas plataformas de apostas, que são proibidas no país.

Segundo a polícia, foram identificados sinais claros de enriquecimento incompatível com a renda declarada pelos influenciadores, que ostentavam nas redes sociais estilos de vida luxuosos. Relatórios de inteligência financeira do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) revelaram movimentações bancárias suspeitas que, somadas, ultrapassam R$ 4 bilhões.

Os alvos, além de promoção de jogos ilegais, são investigados por suspeita de integrar uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada. A estrutura seria usada para ocultar a origem ilícita dos recursos, caracterizando lavagem de dinheiro.

A polícia também identificou conexões entre alguns envolvidos e indivíduos com antecedentes ligados ao crime organizado, o que elevou o grau de complexidade da investigação.



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