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segunda-feira, 9 fevereiro, 2026
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BC aponta fundos do caso Master ligados a operação do PCC

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Na investigação que fez antes de determinar a liquidação do Banco Master, o Banco Central identificou seis fundos de investimentos suspeitos de integrar um esquema de fraudes financeiras atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, os mesmos fundos também surgem em investigações que apuram a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em setores da economia formal.

Os fundos listados pelo BC são: Astralo 95, Reag Growth 95, Hans 95, Olaf 95, Maia 95 e Anna. Juntos, eles administram um patrimônio líquido de R$ 102,4 bilhões, conforme dados da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Todos são administrados pela Reag, gestora que mantém parceria histórica com Vorcaro.

Os seis fundos constam em denúncia apresentada pelo Banco Central ao Ministério Público Federal em 10 de novembro, no contexto das investigações que culminaram na prisão preventiva de Vorcaro, uma semana depois. Eles também aparecem nos autos da operação Carbono Oculto, deflagrada para investigar a atuação do PCC em negócios formais, especialmente nos setores de combustíveis e financeiro.

A Carbono Oculto, conduzida pela Receita Federal e deflagrada em agosto de 2025, teve cerca de 350 alvos e mirou o núcleo financeiro da facção criminosa. No curso da operação, a Reag foi alvo de busca e apreensão em sua sede. À época, a gestora afirmou colaborar com as investigações e disse confiar no esclarecimento dos fatos.

Procurado, o Banco Master não respondeu aos questionamentos da reportagem da Folha. A Reag declarou que não comentaria o caso por não ter tido acesso formal à denúncia.

Ciranda financeira e lavagem de dinheiro

Segundo investigadores, o esquema operava por meio de uma complexa cadeia de fundos. O Banco Master concedia empréstimos a empresas formalmente desvinculadas do banco, mas que fariam parte do arranjo fraudulento. Esses recursos eram direcionados a fundos administrados pela Reag, que adquiriam ativos de baixa liquidez por valores artificialmente inflados.

Os ativos supervalorizados circulavam entre os fundos — em alguns casos, em mais de uma transação no mesmo dia — inflando artificialmente o patrimônio das carteiras. A suspeita é que os fundos estivessem em nome de laranjas ligados a Vorcaro, com o objetivo de lavar recursos. De acordo com a denúncia, ao menos R$ 11,5 bilhões teriam sido lavados por meio do esquema.

Parte dos recursos utilizados na operação teria origem na captação de CDBs junto a investidores do próprio Banco Master, usados para financiar os empréstimos que alimentavam a engrenagem fraudulenta.

Falhas graves

Relatórios adicionais enviados pelo BC ao MPF (Ministério Público Federal) também apontam falhas graves em operações realizadas entre julho de 2023 e julho de 2024 em outros dois fundos estruturados pelo Master em parceria com a Reag.

Além das suspeitas financeiras, a cadeia de investimentos mapeada pelos investigadores alcança ativos pessoais e empresariais de Vorcaro, incluindo participação indireta no Clube Atlético Mineiro, imóveis, debêntures da Reag e títulos emitidos pelo próprio Banco Master — reforçando, segundo os investigadores, os indícios de uma estrutura sofisticada de ocultação e reciclagem de recursos ilícitos.



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