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segunda-feira, 25 maio, 2026
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Banco Central minimiza impacto da liquidação do Master

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O Banco Central afirmou nesta segunda-feira (25) que a liquidação extrajudicial das instituições ligadas ao conglomerado Master não provocou impactos sistêmicos no sistema financeiro nacional. A conclusão faz parte do Relatório de Estabilidade Financeira (REF), referente ao segundo semestre de 2025, divulgado pela autoridade monetária.

Segundo o BC, a saída do grupo do mercado não comprometeu a estabilidade do sistema bancário e os recursos ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foram, em sua maioria, redirecionados para instituições de maior porte e relevância sistêmica.

“Após a liquidação, clientes ressarcidos pelo FGC direcionaram recursos principalmente para instituições financeiras de maior porte e de maior relevância sistêmica”, informou o relatório.

A avaliação reforça declarações recentes do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que já havia minimizado os riscos associados ao caso Master. Na semana passada, o dirigente afirmou que o banco possuía participação reduzida no sistema financeiro e, portanto, não tinha capacidade de provocar efeitos em cadeia.

Ao comparar o porte da instituição a um “banco S3”, em referência à segmentação regulatória do sistema financeiro, Galípolo destacou que o conglomerado representava menos de 0,5% do patrimônio total do setor bancário.

“Um banco S3, na terceira divisão do futebol do sistema financeiro, não oferece risco sistêmico”, afirmou.

Apesar disso, o presidente do BC reconheceu preocupação em torno da destinação dos recursos administrados pela instituição, indicando que o foco das autoridades estava menos no tamanho do passivo e mais na forma como o dinheiro era utilizado.

Queda do Master e investigação criminal

A liquidação do conglomerado Master foi anunciada pelo Banco Central em novembro do ano passado, encerrando as operações da instituição no mercado financeiro.

No mesmo período, Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi preso durante uma operação policial que investigava a comercialização de títulos de crédito supostamente falsos. O caso ampliou a repercussão da crise e levantou questionamentos sobre mecanismos de fiscalização e governança no setor.

Ainda assim, o Banco Central sustenta que o episódio permaneceu isolado e não comprometeu a confiança estrutural no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Sistema financeiro segue resiliente, diz BC

No relatório, o BC destacou que o sistema bancário brasileiro continua operando com níveis considerados confortáveis de capitalização e liquidez, além de provisões adequadas para absorver perdas esperadas.

A autoridade monetária também ressaltou que os testes de estresse conduzidos pela instituição demonstram capacidade de resistência do setor mesmo em cenários adversos.

“O SFN permanece com capitalização e liquidez confortáveis, e provisões adequadas ao nível de perdas esperadas”, avaliou o BC.

O documento ainda aponta que a rentabilidade das instituições financeiras permaneceu praticamente estável no segundo semestre de 2025, refletindo a capacidade do setor de preservar resultados mesmo em ambiente econômico mais restritivo.

Crédito pressionado e perspectiva moderada

Apesar da avaliação positiva sobre a robustez do sistema, o Banco Central reconhece desafios para o setor bancário nos próximos meses. A margem de crédito continua pressionada pelo aumento do custo de captação, enquanto o cenário de juros elevados e desaceleração econômica tende a limitar a expansão das receitas.

Segundo a instituição, a combinação de atividade econômica moderada e condições financeiras restritivas pode reduzir o crescimento do crédito, afetar receitas de serviços e elevar os índices de inadimplência.

A leitura do BC, no entanto, é de que o sistema financeiro segue preparado para enfrentar esse ambiente sem comprometer sua estabilidade.

 





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