A atriz Juliana Knust se manifestou publicamente sobre a polêmica envolvendo o curso criado por Juliano Cazarré. A atriz gravou um vídeo apoiando o evento e questionando as críticas feitas por atores e atrizes a Cazarré.
A atriz destacou o que considera um desequilíbrio na forma como discussões de gênero são recebidas. Segundo ela, o fato de homens se reunirem para falar sobre responsabilidade, presença na família, fé e saúde masculina não deveria ser tratado como algo problemático.
“Desde quando falar de paternidade virou um problema? Um homem como Juliano Cazarré, pai de 6 filhos, casado, trabalhador, um homem religioso, um cara de bem, cria um encontro pra discutir responsabilidade, presença, fé, saúde masculina. E isso é tratado como ameaça? Gente, tem uma coisa muito estranha acontecendo. Presta bem atenção”, afirmou Juliana.
Knust também fez um paralelo com espaços tradicionalmente ocupados por mulheres. Para ela, assim como encontros femininos voltados ao debate de direitos e experiências são legítimos e necessários, iniciativas masculinas com o objetivo de promover melhoria pessoal também deveriam ser vistas com naturalidade.
“Quando nós, mulheres, a gente se reúne pra falar das nossas dores, da nossa força, dos nossos direitos, isso é necessário. É legítimo, urgente, inegociável. A gente sabe o medo que existe, a gente vive isso na pele, os números estão aí gritando, não dá pra fingir que não existe! Mas, justamente por isso, quando homens querem se reunir pra serem melhores, por que que isso incomoda?”, disse.
O curso de Cazarré, previsto para julho em São Paulo, é descrito como um encontro voltado a homens, com discussões sobre responsabilidade, fé e estrutura familiar. A proposta afirma que busca refletir sobre desafios enfrentados por homens na sociedade contemporânea, apontando “enfraquecimento do homem”.



