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sábado, 14 fevereiro, 2026
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Ativistas da Flotilha sequestrados por Israel sofreram abusos graves, diz organização de defesa

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A organização de direitos humanos Adalah denunciou neste domingo (5) que os ativistas da Flotilha Global Sumud foram impedidos de ter acesso a medicamentos essenciais, incluindo receitas para condições como pressão alta, doenças cardíacas e câncer. As provisões de comida e água foram extremamente inadequadas, com alguns participantes relatando não ter recebido nenhum alimento.

A organização denuncia que as autoridades israelenses usaram violência física contra alguns detidos e pelo menos um dos ativistas sofreu ferimentos nas mãos. Outros membros da Flotilha teriam sido vendados e algemados por longos períodos.

“Os participantes estão detidos em celas superlotadas e alguns foram forçados a dormir no chão em condições precárias e insalubres. Vários participantes relataram ter sido interrogados por agentes não identificados e outros relataram maus-tratos e abusos por parte dos guardas prisionais”, informou a organização. “Uma mulher relatou ter sido forçada a remover seu hijab e recebeu apenas uma camisa como substituição, enquanto outros relataram restrições à prática de orações. Esses maus-tratos ocorreram após abusos cometidos pela marinha e pela polícia durante as interceptações ilegais e o reboque das embarcações em águas internacionais”, continua a organização.

A organização Adalah denunciou ainda que alguns ativistas foram impedidos de falar com advogados, privados de água, medicamentos e banheiros e até forçados a permanecer ajoelhados com as mãos amarradas por até cinco horas, após gritarem “Palestina livre”.

Neste sábado, ativistas da Flotilha deportados para a Turquia informaram que a ativista Greta Thunberg vem sofrendo um tratamento “severo” sob custódia israelense. As informações foram reveladas em um e-mail enviado por autoridades diplomáticas da Suécia.

Ao chegarem na Turquia, ativistas do país que pertenciam à Flotilha relataram que os soldados israelenses “arrastaram a pequena Greta (Thunberg) pelos cabelos diante de nossos olhos, espancaram-na e a forçaram a beijar a bandeira israelense. Fizeram tudo o que se possa imaginar com ela, como um aviso aos outros”.

“Israel está aplicando táticas utilizadas diariamente com os palestinos sob sua custódia, que são rotineiramente submetidos a tortura sistêmica e abusos horríveis. O tratamento dispensado aos participantes da flotilha tem sido ilegal desde o início: começou com a interceptação das embarcações, impedindo-as de romper o bloqueio e entregar ajuda humanitária em meio a um genocídio em curso em Gaza; continuou com as autoridades israelenses tratando-os
como se tivessem “entrado ilegalmente” no país, apesar de terem sido sequestrados em águas internacionais”, ressalta a organização de direitos humanos.

Greve de fome e sede

Ainda segundo a Adalah, o coordenador internacional da Flotilha Global Sumud, o brasileiro Thiágo Ávila, comunicou durante a audiência perante a corte israelense que não iria mais beber água até que fossem entregues medicações essenciais que têm sido negadas aos participantes.

Quatro integrantes da delegação brasileira ainda permanecem em greve de fome: João Aguiar, Thiago Ávila, Ariadne Telles e Bruno Gilca.

O único integrante da delegação que foi deportado na data de ontem pela Turquia, o argentino residente no Brasil Nicolas Calabrese, chegou à Itália. Os outros 13 integrantes brasileiros da Flotilha ainda permanecem presos na Prisão de Ktzi’ot: Thiago Ávila, Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, Vereadora Mariana Conti, Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti, Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, a deputada Luizianne Lins, João Aguiar, e Miguel Castro.

Cobrança por ação

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Calabrese pediu que o governo brasileiro seja mais firme na atuação pela libertação dos ativistas sequestrados pelo exército de Israel.

“É uma violação imensa do direito internacional que continuem presos, sendo maltratados e sem a possibilidade de tomar banho, alimentar-se dignamente e sair da cela apenas para respirar ar fresco. Precisamos que o governo do Brasil, com a liderança que tem na ONU e em diversos espaços diplomáticos, tenha uma ação mais decidida para libertar todos os brasileiros e todos os tripulantes da Global Sumud Flotilha”, disse Calabrese, que foi deportado por Israel e chegou a Milão neste sábado (4).

O ativista reforçou que ficou incomunicável durante os três dias em que ficou detido e que os militares israelenses praticaram abusos e violência contra todo o grupo. “Passamos mais de 20 horas sem alimentação durante a interceptação, e passamos uma humilhação muito grande quando chegamos ao porto”, afirmou.

Ele também confirmou os maus tratos sofridos por Greta Thunberg. “A cada hora passavam fazendo piadas com ela. Os policiais colocaram a bandeira de Israel e tiraram fotos dela. Estavam o tempo inteiro provocando a Greta”, afirmou Calabrese.

Na manhã deste domingo, a organização da Flotilha confirmou mais um vôo de deportação, para a cidade de Madrid, com número ainda impreciso de ativistas. Entre eles 29 cidadãos europeus, sendo 21 Espanhóis, 4 holandeses, e 4 portugueses.

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Fonte: Brasil de Fato

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