A missão Artemis 2 entra na fase final nesta sexta-feira (10), com o retorno dos quatro astronautas que participaram da primeira viagem tripulada ao redor da Lua em mais de 50 anos. A cápsula Orion deve pousar no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia, por volta das 21h (horário de Brasília).
A operação marca o encerramento de uma jornada dez dias conduzida pela NASA, considerada um passo decisivo para a retomada das missões tripuladas à Lua e, futuramente, para a exploração humana de Marte.
A tripulação é formada pelos astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen. O grupo entrou para a história ao incluir o primeiro astronauta negro, a primeira mulher e o primeiro não norte-americano em uma missão lunar.

Retorno à Terra é etapa mais crítica
A fase de retorno exige uma sequência precisa de manobras. Antes de entrar na atmosfera, o módulo de serviço da Orion é descartado. Em seguida, a cápsula inicia uma descida em alta velocidade — podendo ultrapassar 38 mil km/h — enfrentando temperaturas externas de até 2.700 °C.
Durante a reentrada, ocorre um apagão de comunicação de cerca de seis minutos, causado pelo plasma que se forma ao redor da nave. Após esse período, paraquedas são acionados para desacelerar a cápsula até o pouso no mar.

Resgate e próximos passos
Após o pouso, equipes de resgate devem recolher a cápsula e retirar os astronautas, que passarão por avaliações médicas ainda no oceano antes de retornarem aos Estados Unidos.
A missão é vista como um ensaio geral para os próximos passos do programa Artemis, que pretende levar humanos novamente à superfície lunar ainda nesta década — algo que não ocorre desde 1972, com as missões do programa Apollo.
Além do avanço tecnológico, o retorno da Artemis 2 reforça o papel da exploração espacial em um momento de disputas geopolíticas e desafios globais, reacendendo o interesse público pela ciência e pela cooperação internacional no espaço.



