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A Comissão de Agricultura, Pecuária, Pesca e Cooperativismo teve uma audiência pública na manhã desta quinta-feira (9) em homenagem aos 50 anos da Embrapa Clima Temperado, com o tema “Ciência, Recuperação e Resiliência dos Sistemas Produtivos”. Numa iniciativa de seu presidente, o deputado estadual Zé Nunes (PT), o papel central da estatal de pesquisa no desenvolvimento da agricultura brasileira foi a principal lembrança dos oradores.
O presidente da Assembleia Legislativa, Pepe Vargas (PT), recordou que “nos anos 60 do século passado o Brasil era importador de alimentos e atualmente exporta para mais de 400 países garantido a segurança alimentar de mais da metade da população do planeta”. Na mesma linha foi o discurso do presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edgar Pretto, que afirmou os números da supersafra deste ano que superará as 350 milhões de toneladas de grãos. “Para chegarmos a este patamar foi preciso muita pesquisa e uma política pública de juros subsidiados”, afirmou Pretto.
O presidente da Comissão, deputado estadual Zé Nunes afirmou que a comemoração dos 50 anos da empresa é também momento de refletir sobre o futuro. “Pensar no futuro significa garantir a diversificação da produção e preservação do campo, olhando para todos os setores e buscando soluções para ampliar a renda e a inclusão. E, para isso, é preciso manter o caráter público da Embrapa”, defendeu.
Um sistema eco regional
Localizada no município de Pelotas, a Embrapa Clima Temperado é o resultado da fusão do Centro Nacional de Pesquisa de Fruteiras de Clima Temperado (CNPFT) e do Centro de Pesquisa Agropecuária de Terras Baixas de Clima Temperado (CPATB). Hoje, a empresa conta com sete centros de pesquisa na região sul, quatro dos quais completam 50 anos, a Embrapa Soja (Londrina-PR), a Pecuária Sul (Bagé), a Uva e Vinho (Bento Gonçalves) e a Suínos e Aves (Concórdia). Sua base física é composta pela sede e pelas estações experimentais Terras Baixas (Capão do Leão), Cascata (Pelotas) e Canoinhas (Santa Catarina).
O diretor-executivo da empresa, Clênio Pilon, afirmou que a principal preocupação não é mais com a segurança alimentar, pois em três décadas o Brasil aumentou a área cultivada em 148% e a produtividade no campo em 540%, mas com a soberania produtiva. Isso porque 80% dos bioinsumos utilizados na agricultura brasileira são importados. “Podemos estar diante de uma oportunidade para o país utilizar os resíduos que produz e aproveitar os benefícios da economia circular para romper a dependência externa”, pontuou.
O chefe-geral da Embrapa Clima Temperado, Leonardo Dutra, falou sobre os principais trabalhos científicos realizados pela entidade e revelou que cada R$ 1,00 aplicado na Embrapa gera um retorno à sociedade equivalente a R$ 25,70.
Na sequência, a chefe-adjunta de pesquisa, Rosane Martinazzo, apresentou o Plano Recupera Rural RS, elaborado em conjunto com o Ministério da Agricultura após as enchentes de 2024, para recuperar solos e tornar as regiões atingidas mais resilientes. Entre as ações previstas, estão o incentivo às boas práticas de cultivos em encostas, gestão hídrica das propriedades, restauração ambiental, estabilização de margens de rios e recuperação genética das lavouras de arroz.
Expuseram ainda seus trabalhos todos os chefes de setores, como Mércio Luiz Strieder, da Embrapa trigo, de Passo Fundo, Cátia Silene, da Embrapa Suínos e Aves de Concórdia, Santa Catarina; Fernando Cardoso, da Embrapa Soja de Londrina, Paraná, e Adeliano Cargnin, da Embrapa Uva de Bento Gonçalves. Todos valorizaram a política de pesquisa científica da empresa que possibilitou o desenvolvimento da agricultura brasileira.
Também se manifestaram o superintendente do Ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, José Cleber Dias de Souza, o chefe-adjunto de Pesquisa da Embrapa Floresta de Curitiba, Osmir Lavaranti, e o chefe-adjunto de Pesquisa da Embrapa Pecuária Sul.
Como encaminhamento da audiência, o presidente da comissão anunciou a elaboração de um documento em conjunto com o Fórum Democrático da Assembleia Legislativa, reafirmando a importância da Embrapa para o desenvolvimento do estado e do país para ser encaminhado ao governo federal.
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Fonte: Brasil de Fato



