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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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As big techs querem ler sua mente

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A cientista Nataliya Kosmyna, do MIT Media Lab, apresentou óculos capazes de conectar o cérebro humano diretamente a máquinas. O dispositivo capta sinais neurais e permite controlar objetos apenas com o pensamento.

Trabalhando como pesquisadora visitante no Google, Kosmyna se recusa a comercializar o produto. Com gigantes como Google, Meta e Neuralink, que já investem pesado em implantes neurais e dispositivos de leitura cerebral, sua preocupação é evitar que nossa última fronteira de privacidade vire mais uma oportunidade de negócio para as big techs.

Em uma época em que modelos de negócio já monetizam cada clique, busca e segundo da nossa atenção e transformam nossas conversas, fotos e localização em dados vendáveis, nosso pensamentos seriam apenas uma evolução lógica da captação de dados.

A diferença é que agora não se trata de rastrear comportamentos e sim de interpretar intenções antes mesmo que se tornem ações. Nossas informações neurais podem revelar estados emocionais e processos cognitivos que nem chegamos a verbalizar. É a vigilância operando abaixo do nível consciente.

Existem muitos bons usos para integração cérebro-máquina, como ajudar pessoas com deficiências, ampliar capacidades humanas e democratizar o acesso a tecnologia. Só de pensar nessa linha tênue sendo extrapolada e em empresas lucrando com a venda de nossos dados cerebrais já é preocupante. Por isso alguns especialistas já defendem direitos neurais, uma proteção legal para que pensamentos não se tornem mercadoria.

Nossos pensamentos sempre foram (e ainda são) o único espaço verdadeiramente privado. Sem cuidado e regulamentação, o cérebro pode virar a próxima fronteira de extração de valor.



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