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sexta-feira, 20 fevereiro, 2026
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Arrecadação federal bate recorde em junho com ajuda do IOF

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A arrecadação federal somou R$ 234,5 bilhões em junho, maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995. O resultado representa um crescimento real de 6,6% em relação a junho de 2023. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Fisco.

No acumulado do ano, a arrecadação federal alcançou R$ 1,44 trilhão (valores corrigidos pela inflação), um aumento real de 4,4% sobre o mesmo período do ano passado e também recorde para o semestre.

O bom desempenho é reflexo de um conjunto de medidas arrecadatórias adotadas desde 2023. Um dos principais impulsionadores foi o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre operações de crédito e câmbio, que, mesmo tendo sido temporariamente derrubado pelo Congresso, arrecadou R$ 8,02 bilhões em junho, com alta real de 38,8%.

A retomada parcial da cobrança em julho, após decisão do STF, tende a manter o impacto positivo nos próximos meses.

Principais fatores que impulsionaram a arrecadação no período foram:

  • Alta do IOF sobre crédito e câmbio (crescimento real de 38,8%);
  • Tributação de fundos exclusivos e offshores;
  • Reoneração de combustíveis;
  • Taxação de apostas online (bets);
  • Imposto sobre encomendas internacionais (“taxa das blusinhas”);
  • Fim de benefícios fiscais (como o Perse);
  • Reoneração gradual da folha de pagamentos;
  • Elevação de tributos sobre JCP, fintechs, LCI/LCA e criptoativos.

Arrecadação federal em alta dá fôlego nas contas do governo

Com a arrecadação em alta, o governo ganhou margem para reduzir o bloqueio de gastos no Orçamento de 2025 e tenta atingir a meta fiscal de resultado primário zero. Pelo novo arcabouço fiscal, é permitido um déficit de até 0,25% do PIB (cerca de R$ 31 bilhões) sem descumprimento formal da meta. Para 2026, o objetivo é ainda mais ambicioso: superávit de 0,25% do PIB.

A equipe econômica aposta na continuidade da agenda de aumento de receitas, incluindo a elevação de tributos sobre apostas (de 12% para 18%), juros sobre capital próprio (de 15% para 20%), e novos encargos sobre LCI, LCA, criptoativos e fintechs, por meio de medidas provisórias que ainda precisam passar pelo Congresso.

 



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