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segunda-feira, 20 julho, 2026
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Apostas na Copa salvariam 135 milhões de pessoas em crises humanitárias no mundo

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A Copa de 2026 se transformou no maior evento de apostas da história. Longe de ser algo periférico no futebol, as bets passaram a ser um dos pilares da economia que o esporte movimenta.

Algumas projeções apontam que o volume de dinheiro destinado a apostas durante o Mundial poderia chegar a US$ 50 bilhões.

Para a grande final deste domingo, a empresa Sportradar espera processar cerca de 8,5 milhões de bilhetes de apostas em sua rede de aproximadamente 250 casas de apostas parceiras em todo o mundo. O volume é 80% superior ao que foi apostado em 2022.

Mesmo que as projeções estejam erradas e que tenha havido um exagero de US$ 10 bilhões, a realidade é que o volume de dinheiro destinado às apostas simplesmente seria suficiente para salvar 135 milhões de pessoas pelo mundo que vivem crises humanitárias, guerras, desastres climáticos, terremotos, epidemias e quebras de safra.

No início deste ano, a ONU fez um apelo para que governos e empresas de todo o mundo reunissem US$ 33 bilhões para sair ao resgate dessas vítimas ao longo de 2026 em 50 países.

“Este apelo define onde precisamos concentrar nossa energia coletiva primeiro: vida por vida”, disse o chefe humanitário da ONU, Tom Fletcher. Um dos locais que mais exige dinheiro neste momento é o Território Palestino Ocupado, onde são necessários US$ 4,1 bilhões para alcançar cerca de três milhões de pessoas.

No Sudão, são necessários US$ 2,9 bilhões para fornecer ajuda vital a 20 milhões de pessoas presas na maior crise de deslocamento do mundo, com outros US$ 2 bilhões para os sete milhões de sudaneses que fugiram do país.

Se não falta dinheiro para as apostas na Copa do Mundo, a ONU lamenta que, em 2025, recebeu apenas US$ 25 bilhões para atender as crises humanitárias pelo mundo, o menor valor em mais de uma década.

A constatação é de que não falta dinheiro no mundo. Resta saber quais são as prioridades.





ICL Notícias

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