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domingo, 17 maio, 2026
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Antes do escândalo sobre filme de Bolsonaro, Lula marca 38%

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Por Brasil de Fato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 38% das intenções de voto no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (16). O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) marca 35% no mesmo cenário, em um levantamento realizado antes da repercussão do escândalo envolvendo o Banco Master e o filme sobre Jair Bolsonaro (PL), revelado pelo site The Intercept Brasil.

A pesquisa foi feita na terça-feira (12) e na quarta-feira (13), quando as conversas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master, no caso que passou a ser chamado de “Dark Horse”, ainda não tinham sido divulgadas.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera numericamente a disputa. Atrás dele aparecem Flávio Bolsonaro; os ex-governadores Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3%; Renan Santos (Missão), com 2%; e Cabo Daciolo (Mobiliza), com 1%. Outros 9% afirmam que votariam em branco ou nulo, enquanto 3% disseram não saber.

Em uma segunda simulação, com a inclusão de Ciro Gomes (PSDB), Lula aparece com 37%, e Flávio, com 34%. O tucano registra 5%; Zema tem 4%; e Caiado, Renan Santos e Augusto Cury (Avante) aparecem com 2% cada.

Apesar da liderança de Lula no primeiro turno, o levantamento mostra empate absoluto entre o presidente e Flávio Bolsonaro em uma eventual segunda etapa da disputa. Os dois marcam 45% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 9%, e 1% não soube responder.

O Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00290/2026.

Lula abre vantagem sobre Zema e Caiado

A pesquisa indica melhora do desempenho de Lula contra outros nomes da direita que vinham aparecendo em empate técnico com o petista em levantamentos anteriores.

Contra Romeu Zema, Lula registra 46% das intenções de voto, diante de 40% do ex-governador mineiro. Já em um eventual segundo turno contra Ronaldo Caiado, o presidente marca 46%, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 39%.

Segundo o Datafolha, o último mês foi marcado por medidas de apelo popular do governo federal, como a revogação da chamada “taxa das blusinhas” e a edição de medida provisória para conter a alta da gasolina.

Ao mesmo tempo, Lula sofreu uma derrota política inédita no Senado com a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), primeira recusa a um nome indicado à Corte desde 1894.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, vinha acumulando vitórias políticas recentes, entre elas a derrubada do veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, que pode beneficiar Jair Bolsonaro em processos ligados aos atos golpistas de 8 de janeiro.

Rejeição e voto espontâneo

Na pesquisa espontânea, quando o instituto não apresenta os nomes dos candidatos, Lula aparece com 27% das menções, seguido por Flávio Bolsonaro, com 18%. Jair Bolsonaro, que segue inelegível, tem 3%, e Ronaldo Caiado registra 1%.

Entre os entrevistados, 39% disseram não saber em quem votar.

O levantamento também mostra índices elevados de rejeição para os dois principais nomes da disputa. Lula é rejeitado por 47% dos entrevistados, enquanto 43% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro “de jeito nenhum”. Os percentuais permanecem estáveis em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada em abril.

Entre os eleitores sem alinhamento declarado ao bolsonarismo ou ao petismo, Flávio aparece numericamente à frente em um eventual segundo turno. Nesse segmento, 38% afirmam votar no senador, enquanto 32% escolheriam Lula. Outros 27% dizem que votariam em branco ou nulo.

O desempenho de Flávio Bolsonaro é mais forte entre homens, eleitores de renda mais alta, empresários, evangélicos e moradores da região Sul. Lula mantém vantagem entre mulheres, eleitores mais velhos, pessoas de baixa renda, moradores do Nordeste, católicos e população preta.





ICL Notícias

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