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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Amorim diz que Nobel para Corina priorizou política, mas espera que não facilite intervenção na Venezuela — Brasil de Fato

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 O assessor internacional da Presidência da República, Celso Amorim, comentou o prêmio Nobel da Paz dado à opositora venezuelana María Corina, divulgado nesta sexta-feira (10). O diplomata afirmou que o Nobel priorizou e manifestou esperança de que premiar a golpista aliada dos Estados Unidos não seja prenúncio de uma invasão dos EUA.

À CNN Brasil, Amorim disse: “Não sei os critérios do Nobel. Nem ponho em dúvida as qualidades pessoais da María Corina . Eu havia lido uma referência a uma postagem de um porta-voz da Casa Branca, aparentemente retirada, em que dizia que o Comitê do Nobel priorizou a política em relação à paz. Pessoalmente achei interessante”, disse à emissora. Amorim apontou que, na sua opinião pessoal, o prêmio foi politizado este ano.

 “Desejamos a paz e reconciliação na Venezuela. Nunca fizemos um julgamento pessoal.”

Já para o UOL Amorim afirmou não saber se a escolha de Corina contribuirá para unir o país. “Só o tempo dirá. Se, após esse prêmio, os navios de guerra forem retirados, foi bom. Espero que ele [o prêmio] não leve a atitudes mais radicais, nem facilite uma intervenção estrangeira.”

O governo Trump enviou embarcações militares para o Caribe, alegando combate ao tráfico de drogas – embora a Organização das Nações Unidas (ONU) calcule que 87% das drogas que saem da América do Sul para o Caribe vão pelo Pacífico, não pela costa venezuelana no Atlântico. Caracas vê a movimentação como possível indicação de uma operação para derrubar o governo de Nicolás Maduro, como defende María Corina.

Críticas

Fontes do governo Lula ouvidas pela CNN Brasil demonstraram frustração com a escolha, traçando paralelos entre Corina e o filho de Jair Bolsonaro, Eduardo, que apoiou sanções dos EUA contra seu país.

Dentro da Venezuela a escolha de María Corina Machado para o Prêmio Nobel da Paz de 2025 é contestada, com críticas apontando para o caráter político da premiação e o histórico da ex-deputada. A premiação é vista como uma validação internacional de um movimento de extrema direita, com um forte componente político.

Críticos apontam o apoio de María Corina às sanções internacionais e à promoção de atos violentos como incompatível com a promoção da paz. O prêmio é interpretado como parte de uma estratégia internacional para a mudança de regime na Venezuela, com a pressão dos EUA desempenhando um papel central. A nomeação é comparada a outros casos controversos de laureados com o Nobel da Paz, como Aung San Suu Kyi, de Mianmar, que posteriormente foi acusada de promover a violência contra as minorias do país.

Adolfo Pérez Esquivel, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1980, também criticou, alegando que Corina não promove a paz e está alinhada com a política dos EUA contra a Venezuela. Ele relembra que Machado já pediu a intervenção de tropas estadunidenses na Venezuela e que sua atuação serve aos interesses dos EUA na região. Esquivel apela para que Machado use o prêmio para trabalhar pela paz e unidade do povo venezuelano, em vez de servir a interesses externos.

Corina apoiou o golpe de Estado contra Hugo Chávez em 2002, recebeu dinheiro do governo dos EUA para sua ONG e foi cassada como deputada em 2014, quando apoiou os protestos violentos conhecidos coom “guarimbas”. Ela ainda apoou a autoproclamação de Juan Guaidó como presidente em 2019, defendendo uma intervenção militar estrangeira. Em 2024, mesmo inelegível, alegou fraude eleitoral e apoiou mobilizações de tropas estadunidenses no Caribe.

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Fonte: Brasil de Fato

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