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segunda-feira, 23 fevereiro, 2026
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Ameaçado por Eduardo Bolsonaro, ministro Alexandre Padilha minimiza: ‘Não me abala’

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, concedeu, na manhã desta sexta-feira (15), uma entrevista exclusiva ao ICL Notícias – 1ª edição. Padilha foi questionado pelos jornalista sobre as ameaças que sofreu do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que afirmou à agência Reuters que os Estados Unidos devem aplicar sanções ao ministro e à ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT).

O motivo para as possíveis sanções estaria ligado à contratação de médicos cubanos para atuar no programa Mais Médicos, alvo de ataques do governo Donald Trump. Padilha minimizou as falas de Eduardo, que está nos EUA desde março. “Sabe qual é a minha preocupação hoje? É garantir mais atendimento médico e reduzir o tempo de espera do povo brasileiro”.

“Não me abala em nada, nem as ações do atual presidente dos EUA, os ataques que ele faz à saúde. Nós vamos sobreviver aos ataques. Se não me abala o que o Trump faz, imagina vindo de um deputado que fugiu do Brasil e está traindo a Pátria, mais preocupado em livrar o pai dele e os criminosos da tentativa de golpe. O que ele fala ou deixa de falar, não me abala em absolutamente nada”, disse o ministro.

“Nós estamos encarando isso como uma oportunidade para reduzir qualquer tipo de dependência de qualquer país para produzir os nossos produtos de saúde aqui”, completou.

Padilha ainda centrou críticas à atuação de Eduardo Bolsonaro, junto ao governo Trump, por sanções à autoridades brasileiras. O ministro, que é deputado federal licenciado, afirmou que Eduardo está desonrando os votos que recebeu do povo de São Paulo.

“Ele está desonrando os votos que recebeu em São Paulo, saiu daqui, fugiu para os EUA e fica agora de papagaio de possíveis anúncios e sanções, ou seja, de ataques ao povo brasieliro. Ele virou o porta-voz dos ataques à Pátria brasileira”, comentou Padilha.

O ministro concedeu a entrevista de Pernambuco, onde acompanha o presidente Lula (PT) em anúncios para a área da Saúde. Nesta quinta-feira (14), Lula e Padilha participaram da cerimônia de inauguração de uma fábrica de hemoderivados da Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia). Os dois também visitaram um hospital particular no Recife, onde fizeram anúncios no âmbito do programa “Agora Tem Especialistas”.

Padilha

Ameaçado por Eduardo Bolsonaro, ministro Alexandre Padilha minimiza: ‘Não me abala’

Padilha rebate ataques de Trump ao ‘Mais Médicos’

No ICL Notícias – 1ª edição, Alexandre Padilha também foi questionado sobre os recentes ataques do governo dos EUA ao programa “Mais Médicos”, criado em 2013 durante sua primeira passagem pelo Ministério da Saúde. Nesta semana, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a revogação de vistos e a imposição de restrições servidores do governo brasileiro, ex-funcionários da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) e seus familiares.

Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o programa Mais Médicos, em que o governo federal brasileiro contratou cubanos para conseguir preencher vagas no SUS (Sistema Único de Saúde), foi “um golpe diplomático inconcebível”.

Para Padilha, o movimento representa mais um dos ataques de Trump à àrea da Saúde. “Nós que somos da área da Saúde estamos acostumados aos ataques de Trump à saúde global”.

“Ele fez mais uma agressão à Saúde, agrediu o programa Mais Médicos. Nós vamos sobreviver. Ninguém, nem de dentro, muito menos de fora, vai impedir o Mais Médicos de continuar forte, o presidente Lula ampliou e mais do que dobrou o programa. Assim com a gente defende o Pix, o Mais Médicos também vai continuar”, disse Padilha

“Esse discurso todo mostra a contradição. Infelizmente, a gente tem um presidente dos EUA utilizando toda a estrutura, inclusive o grupo de diplomatas, para fazer ataques ao Brasil. A primeira-ministra da Itália, uma grande aliada de Trump, levou 100 médicos cubanos para a Itália. Estão lá salvando e cuidando do povo da Itália. Existe uma linha do Trump contra o governo da Itália?”, completou.

Nos ataques ao “Mais Médicos”, Marco Rubio citou dois nomes, dentre eles o de Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde. Mozart também foi citado por Padilha durante a entrevista.

“Quando a gente criou o programa, o Mozart Sales foi para a França, Reino Unido, Espanha, foi nos Estados Unidos. A nossa equipe foi estudar como o mundo enfrentava a falta de médicos e a ideia de fazer uma parceria com médicos cubanos, naquele momento, era porque essa experiência acontecia em 60 países do mundo, como continua até hoje, inclusive na Itália da extrema direita”, relembrou o ministro.

Quebra de patentes de medicamentos

Padilha foi questionado pelos jornalistas do ICL e afirmou ser contra a possibilidade de o governo brasileiro utilizar a quebra de patentes de medicamentos como uma forma de retaliação ao tarifaço de Trump. A medida permitiria a produção de um medicamento protegido por patente sem a autorização do titular.

“O nosso foco é conseguir fazer com que o Brasil seja cada vez mais autônomo na produção de medicamentos, sobretudo de alta tecnologia. O foco é dotar aqui no Brasil a capacidade de produzir medicamentos que são muitos importantes, como a insulina, que voltamos a produzir depois de 20 anos, em parceria com empresas da Índia da China. Para se menos dependente, o foco é transferir a tecnologia para cá, o registro fica em uma instituição pública e com isso, nos dar a garantia de produção permanente”, disse.

“Para atrair essa transferência de tecnologia, precisa ter uma postura de respeito à lei da propriedade intelectual. Dentro dos acordos que o Brasil fez na OMC, existe a possibilidade do chamado licenciamento compulsório, que é quando tem um problema de saúde pública. Eu defende que esse mecanismo seja utilizado em situações de saúde pública, não como uma forma de retaliação comercial a um outro país, por conta dessas tarifas absurdas feitas pelo Trump”, completou.

 



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