Os pesquisadores descreveram um “aparelho abdominal arredondado” na parte traseira da vespa, algo diferente de tudo que existe hoje

O âmbar é uma resina fóssil que pode preservar restos de animais e plantas antigos. E foi em um destes “depósitos” naturais, de 99 milhões de anos, que pesquisadores descobriram uma espécie até então desconhecida de vespa.
No início, parecia se tratar de um inseto moderno. No entanto, a parte traseira do animal chamou a atenção por ser diferente de tudo que se conhece hoje. Os pesquisadores descreveram um “aparelho abdominal arredondado”.
Dezesseis vespas fêmeas adultas foram preservadas no âmbar
- Segundo a equipe, a vespa ainda apresentava cerdas ao longo das bordas, lembrando uma armadilha de Vênus (Dionaea muscipula).
- Esta é uma planta carnívora que usa duas folhas especializadas opostas para capturar suas presas.
- No total, dezesseis vespas fêmeas adultas foram preservadas no âmbar.
- Elas foram descritas como uma nova espécie, Sirenobethylus charybdis.
- O estudo foi publicado na revista BMC Biology.

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Animal seria um parasita cenobionte
Embora seja possível que o abdômen estranho possa ser um meio para a vespa adulta capturar presas para consumir ou segurar um parceiro, os pesquisadores acreditam que ele tenha servido como um parasita cenobionte.
Eles permitem que o hospedeiro cresça e continue a se alimentar. Dessa forma, segundo os cientistas, a função mais provável para a anatomia estranha seria conter temporariamente o hospedeiro durante a colocação de ovos.

Muitas vespas cenobiontes modernas têm como alvo hospedeiros como lagartas e larvas de moscas. A extremidade traseira do inseto antigo teria permitido que ela prendesse presas mais velozes por tempo suficiente para injetar ovos em seus corpos.

Colaboração para o Olhar Digital
Alessandro Di Lorenzo é colaboração para o olhar digital no Olhar Digital
Fonte: Olhar Digital