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quarta-feira, 13 maio, 2026
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Alessandra Campelo denuncia ameaças a vítimas no caso Melqui Galvão e cobra rigor nas investigações

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Deputada afirma que mensagens intimidatórias teriam sido enviadas de dentro da prisão

Durante a 38ª Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a deputada estadual Alessandra Campelo trouxe novos desdobramentos sobre o caso envolvendo Melqui Galvão e denunciou que vítimas estariam recebendo mensagens intimidatórias enviadas de dentro da unidade prisional onde ele permanece custodiado. A parlamentar afirmou que o episódio amplia a preocupação em torno da segurança das vítimas e reforça a necessidade de medidas rigorosas por parte das autoridades de segurança pública do estado.

Em discurso na tribuna da Aleam, Alessandra apresentou um vídeo em que Melqui aparece ameaçando uma das vítimas por meio de um aparelho celular. Segundo a deputada, o conteúdo demonstra a gravidade da situação e evidencia possíveis falhas no sistema prisional, já que o investigado estaria tendo acesso indevido a celulares mesmo estando preso.

A parlamentar informou ainda que entrou em contato diretamente com o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas, Bruno Fraga, cobrando rigor nas investigações sobre como o aparelho celular chegou até o investigado e de que maneira as ameaças estariam sendo praticadas de dentro da unidade prisional.

Suspeita de facilitação dentro do sistema prisional

De acordo com Alessandra Campelo, o acesso à carceragem que teria permitido a Melqui intimidar vítimas pode ter contado com a ajuda de seu irmão, Enock Galvão, que também atua como policial. Segundo a deputada, o delegado-geral informou que Enock já foi afastado de suas funções e encaminhado para investigação junto à Corregedoria da Polícia Militar.

A denúncia levanta questionamentos sobre possíveis irregularidades dentro do sistema de segurança pública e sobre a necessidade de fiscalização mais rígida em unidades prisionais do Amazonas. O caso também intensifica o debate sobre o uso clandestino de celulares em presídios brasileiros, prática frequentemente associada a ameaças, extorsões e continuidade de crimes mesmo durante o período de custódia.

Durante o pronunciamento, Alessandra destacou que situações como essa podem provocar medo e insegurança nas vítimas, dificultando novas denúncias e comprometendo o avanço das investigações.

“O estado do Amazonas é responsável pela vida dessas vítimas. O governo brasileiro é responsável pela vida dessas vítimas. Com esse tipo de atitude, o medo das vítimas aumenta e muitas denúncias deixam de ser feitas”, afirmou a deputada.

Medo pode comprometer denúncias

A parlamentar reforçou que casos de intimidação contra vítimas representam um grave obstáculo para o combate à violência e para o andamento de investigações criminais. Segundo ela, quando vítimas passam a ser ameaçadas mesmo após a prisão do investigado, cresce a sensação de insegurança e o receio de colaborar com as autoridades.

Alessandra Campelo destacou ainda a importância de garantir proteção às pessoas envolvidas no caso, especialmente diante da repercussão das denúncias. Ela defendeu a atuação integrada das forças de segurança, incluindo Polícia Civil, Polícia Militar e órgãos de corregedoria, para assegurar que todas as circunstâncias sejam apuradas com transparência.

A deputada também enfatizou que denúncias anônimas são ferramentas fundamentais para o enfrentamento de crimes e para o fortalecimento das investigações. Segundo ela, muitas vítimas e testemunhas deixam de procurar ajuda por medo de represálias, cenário que exige respostas rápidas e firmes do poder público.

Investigação deve apurar entrada de celulares

Outro ponto ressaltado durante o pronunciamento foi a necessidade de investigar de forma detalhada como aparelhos celulares estariam entrando na unidade prisional. O uso de celulares em presídios é proibido pela legislação brasileira, justamente pelo risco de continuidade de práticas criminosas e de comunicação ilícita com pessoas fora do sistema prisional.

A denúncia apresentada na Aleam pode abrir novas frentes de investigação para identificar eventuais responsáveis por facilitar o acesso aos aparelhos e permitir o envio de mensagens intimidatórias às vítimas.

O afastamento de Enock Galvão das funções policiais e seu encaminhamento à Corregedoria da Polícia Militar indicam que o caso passa agora também por uma apuração administrativa, além das investigações criminais já em andamento.

Caso aumenta pressão por medidas de segurança

As declarações feitas na Assembleia Legislativa ampliam a pressão sobre as autoridades estaduais para que sejam adotadas medidas imediatas de proteção às vítimas e de controle dentro das unidades prisionais. O caso repercute em meio a discussões nacionais sobre segurança pública, combate à violência e fiscalização no sistema penitenciário.

Para especialistas em segurança pública, episódios envolvendo ameaças feitas de dentro de presídios evidenciam desafios estruturais históricos do sistema carcerário brasileiro, como falhas de fiscalização, superlotação e dificuldade de impedir a entrada de aparelhos eletrônicos.

A expectativa agora é que as investigações avancem para esclarecer todas as circunstâncias do caso, identificar possíveis envolvidos e garantir segurança às vítimas que denunciaram os fatos.

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