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domingo, 27 setembro, 2026
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Agentes de imigração atiram em duas pessoas, um dia após morte de mulher nos EUA

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Um agente da Patrulha da Fronteira dos Estados Unidos atirou em um homem e uma mulher, que ficaram feridos, no Oregon, nesta quinta-feira (8). O caso ocorreu um dia depois que um agente federal matou uma mulher a tiros em Minneapolis, desencadeando protestos em todo os EUA contra operações policiais federais em cidades americanas e a política de imigração do presidente Donald Trump.

O departamento de polícia da cidade divulgou que um homem e uma mulher foram levados para um hospital e que a condição de saúde deles é desconhecida. O Departamento de Segurança Interna (DHS) disse que o caso ocorreu às 14h19 no horário local (19h19 em Brasília), durante a abordagem ao membro de uma gangue venezuelana, que teria tentado atropelar os agentes com seu carro.

“O passageiro do veículo e alvo é um imigrante ilegal venezuelano ligado à rede transnacional de prostituição Tren de Aragua e envolvido em um tiroteio recente em Portland”, disse o DHS em um comunicado publicado no Facebook. “Quando os agentes se identificaram para os ocupantes do veículo, o motorista mobilizou seu carro e tentou atropelar os agentes.”

“Temendo por sua vida e segurança, um agente disparou um tiro em legítima defesa. O motorista fugiu com o passageiro, escapando do local.”

A Polícia de Portland afirmou, em comunicado, que seus agentes não estavam envolvidos no incidente e que foram acionados após receberem relatos de um tiroteio. As duas pessoas baleadas não foram identificadas e a polícia diz que elas foram encontradas a vários quarteirões do local do tiroteio.

“Os policiais aplicaram um torniquete e chamaram o serviço médico de emergência”, antes dos baleados serem levados para o hospital, diz o comunicado.

Segundo o  jornal local The Oregonian, uma pessoa foi baleada na perna e a outra no peito. O tiroteio ocorreu no estacionamento de um hospital no sudeste da cidade, segundo o jornal.

Protestos nos EUA

Os protestos nos Estados Unidos se intensificaram em Minnesota após o assassinato, nesta quarta-feira (7), de Renee Nichole Good, uma mãe de 37 anos, por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).

O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D Vance, disse nesta quinta-feira (08) que a mulher é culpada pela própria morte. Ele reforçou o discurso de Donald Trump que, em uma publicação na Truth Social, afirmou, sem apresentar provas, que a mulher morta era uma “agitadora profissional”. Ele culpou amplamente a “esquerda radical”, um rótulo genérico que costuma aplicar a críticos de suas políticas.

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O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, no entanto, rejeitou essa versão e afirmou que ela foi desmentida por imagens de vídeo do incidente. Frey criticou o envio federal de mais de 2.000 agentes às cidades gêmeas de Minneapolis e St. Paul como parte da repressão migratória.

Em Minneapolis, centenas de manifestantes se reuniram nesta quinta-feira (8) com cartazes, gritando “vergonha” e “assassinato” contra agentes federais armados e mascarados, que utilizaram gás lacrimogêneo contra os cidadãos. O governador de Minnesota, Tim Walz, colocou a Guarda Nacional do estado em alerta.

Protestos-relâmpago também foram organizados em outras cidades e municípios dos Estados Unidos na noite de quarta-feira (7). As escolas públicas de Minneapolis cancelaram todas as atividades na quinta (8) e na sexta-feira (9).

 





ICL Notícias

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