27.3 C
Manaus
sábado, 7 março, 2026
InícioBrasilAdvogados confirmam morte de 'Sicário', membro da milícia de Vorcaro, em hospital...

Advogados confirmam morte de ‘Sicário’, membro da milícia de Vorcaro, em hospital de MG

Date:


A defesa confirmou na noite desta sexta-feira (6) a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, apontado como integrante da milícia ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Conhecido pelo apelido de “Sicário”, ele havia sido preso na quarta-feira (4) durante uma nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

Segundo nota emitida pelos advogados, Mourão morreu às 18h55 após a conclusão do protocolo de morte encefálica iniciado na manhã do mesmo dia. O suspeito estava internado desde que tentou tirar a própria vida dentro de uma cela da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal.

A Polícia Federal (PF) abriu inquérito na quinta-feira (5) para apurar a circunstância da custódia de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão.  De acordo com a nota divulgada nesta quarta-feira (4), dia da prisão de Vorcaro e Mourão,  ele “atentou contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais”. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”.

Mourão era considerado pela PF um dos operadores centrais de um grupo conhecido como “A Turma”, responsável por ações de monitoramento e coleta de informações sobre pessoas consideradas adversárias de Vorcaro. Mensagens apreendidas indicariam conversas entre os dois sobre a possibilidade de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto, além de outras discussões envolvendo ameaças a desafetos.

Em Minas Gerais, onde também era chamado de “Mexerica”, Mourão tinha histórico de envolvimento em crimes como estelionato, associação criminosa, falsificação de documentos e delitos contra a economia popular.  Ele era conhecido por atuar em esquemas de pirâmide financeira, agiotagem e negociações fraudulentas envolvendo veículos. Desde 2021, respondia a um processo na Justiça de Belo Horizonte por organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a economia popular, acusações que sua defesa sempre contestou.





ICL Notícias

spot_img
spot_img
Sair da versão mobile