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terça-feira, 3 março, 2026
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Acordo Mercosul-EFTA cria zona comercial com PIB agregado de US$ 4,3 tri

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O Mercosul e a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) — composta por Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça — assinaram nesta terça-feira (16), no Rio de Janeiro, um acordo de livre comércio entre os dois blocos. A parceria é classificada pelo governo brasileiro como um passo “histórico” e “inovador”, com potencial de impulsionar o comércio, atrair investimentos e fortalecer as relações internacionais com foco em sustentabilidade.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o tratado representa a criação de uma zona de livre comércio que abrange quase 300 milhões de pessoas e um PIB (Produto Interno Bruto) combinado de mais de US$ 4,3 trilhões.

O chanceler Mauro Vieira destacou que o acordo também cria pontes para futuros integrantes do Mercosul e incentiva a cooperação multilateral. “É uma demonstração de que estamos abertos ao mundo, com regras claras e previsibilidade”, afirmou.

De acordo com o Itamaraty, o tratado garante acesso preferencial a mais de 97% das exportações entre os dois blocos, promovendo maior integração comercial e estimulando o ambiente de negócios. O acordo Mercosul-EFTA também prevê melhorias em regras alfandegárias e oportunidades especialmente para pequenas e médias empresas.

Outro ponto enfatizado pelas autoridades brasileiras é o compromisso ambiental. O texto incorpora cláusulas que exigem práticas sustentáveis por parte das empresas, com estímulo à produção energética verde e à responsabilidade ambiental.

Acordo Mercosul-EFTA: Brasil prevê impacto de R$ 2,69 bi no PIB

Presente na cerimônia de assinatura, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o acordo “celebra a força do multilateralismo” e sinaliza o interesse do Brasil em avançar em outros pactos, como o que está em negociação com os Emirados Árabes Unidos.

Ele também mencionou conversas sobre linhas tarifárias com o México e a expectativa de concluir o acordo entre Mercosul e União Europeia ainda neste ano.

Projeções do governo indicam impacto positivo de R$ 2,69 bilhões no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro até 2044, além de um aumento estimado de R$ 660 milhões em investimentos e crescimento de R$ 3,34 bilhões nas exportações.

Em 2024, a EFTA representou 1,54% das importações brasileiras e 0,92% das exportações. O Brasil vendeu US$ 3,09 bilhões ao bloco europeu e importou US$ 4,05 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 960 milhões. Entre os produtos exportados para a EFTA, destacam-se metais básicos, produtos alimentícios e vegetais. Já entre os importados, prevalecem fármacos, produtos químicos e máquinas.

Pacto passará por trâmites antes de valer

Apesar da assinatura, o acordo ainda passará por uma série de etapas antes de entrar em vigor. Após ser traduzido para os idiomas oficiais dos países-membros, o texto precisará ser aprovado pelos respectivos órgãos legislativos.

No caso do Brasil, isso inclui análise e votação no Congresso Nacional. A vigência ocorrerá a partir do primeiro dia do terceiro mês após a ratificação por, no mínimo, um país do Mercosul e um da EFTA.

 





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