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terça-feira, 26 maio, 2026
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A autópsia de uma humilhação

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Flávio Bolsonaro precisava de uma foto ao lado de Donald Trump para tentar virar a página na crise com seu envolvimento no escândalo do Banco Master. Conseguiu. Mas a imagem é o espelho de uma humilhação.

O chefe, sentado. Aquele que suplica um favor, ao seu lado, quase pedindo desculpas por estar presente. Sequer no mesmo nível ou de mãos dadas.

O encontro não estava na agenda oficial da Casa Branca e nunca foi colocado, mesmo depois de realizado. Um contraste com outros líderes que foram recebidos com tapete vermelho.

Trump arranha um sorriso. Tenso, Flávio nem isso consegue.

Uma segunda foto ainda contou com Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro, os articuladores de medidas contra o Brasil.

Nas redes sociais, o presidente americano alertou sobre as condições meteorológicas, deu seu apoio a candidatos para as eleições legislativas e distribuiu memes. Mas nenhuma referência aos brasileiros que foram ao seu gabinete.

No Palácio do Planalto, a viagem era vista como uma “boia de salvação” para a candidatura de Flávio. Inclusive para alertar aos demais rivais de direita que ele não irá desistir de sua campanha eleitoral.

Como no restante da América Latina que optou por sucumbir ao trumpismo para chegar ou se manter no poder, o bolsonarismo já tem sua foto ao lado daquele que, de fato, dará as cartas se a extrema direita voltar ao poder no Brasil.

A imagem é a autópsia de uma humilhação de um movimento político que joga contra a soberania do país.

Flávio prometeu uma entrevista coletiva após o encontro. Mas já avisou: não responderá sobre nada além da visita aos EUA. A tal da liberdade de expressão que tanto é promovida pelo bolsonarismo parece ter se perdido pelos corredores da Casa Branca.





ICL Notícias

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