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sábado, 7 novembro, 2026
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UMA IMAGEM- Mil perguntas

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A recente visita do compositor, poeta e cantor Bob Dylan ao Papa Leão XIV na semana passada teria passado batida, não fosse o “dress code” do artista quebrar o protocolo do Vaticano estabelecido para visitantes (famosos ou não).

Em turnê pela Itália com “Rough and Rowdy Ways Tour”, Dylan resolveu usar um modelo nada surpreendente, não fosse a solenidade e a circunstância da ocasião. 

Todo de preto, o Prêmio Nobel da Literatura versão 2016 ao qual fez jus “por ter criado novas expressões dentro da grande tradição da canção americana”, Dylan usou uma roupa usada “no diário” por pessoas comuns nos países frios. 

Capuz e um moletom superqualificado por uma etiqueta de grife, cuja atmosfera fechada em negro à semelhança dos mantos usados pelos monges dos mosteiros medievais foi quebrada por uma alegre gravata de bolinhas. Nada mais simples e comum.

Qual a mensagem política que Dylan quis passar através dessa vestimenta tão comum nas ruas e tão incomum nos salões de uma simplicidade luxuosa do Vaticano?

O que terá pensado transmitir o genial cantor pacifista e contestador que conheci no auge da sua carreira nos anos 1960 com suas canções contra a Guerra fria, facilmente adaptadas ao mundo atual com a sua cultura belicista?

Muitas possibilidades esse capuz e o negro nos trazem ao pensamento.

E como tudo na vida tem que ter uma pitada de mistério e humor, o que estaria fazendo Dylan com aquele guarda-chuvas preto, fechado com uma fitinha vermelha, se nem estava chovendo naquele dia?… 

 

 

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