MANAUS/AM – O cargueiro da Força Aérea Brasileira (FAB) KC-390 Millennium completou esta semana mais uma marca histórica: um milhão de litros de água lançados em áreas de incêndios florestais na Amazônia Ocidental. O avião faz parte da frota de aeronaves empregadas pelo Comando Operacional Conjunto AMAZONAS no combate às queimadas da região.
Para o Comandante do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), Tenente-Coronel Daniel Souza, a ação representa a alta capacidade operacional da Força Aérea Componente neste trabalho com as demais Forças Armadas e agências participantes. “Isso destaca a capacidade de recursos humanos que nós temos. A equipe de preparação da aeronave, reabastecimento com água, o fato de manter operacional todo o equipamento de solo e o suporte. É um trabalho expressivo!”, garantiu.
DESAFIOS
Atuar na Amazônia não é algo fácil. A floresta densa e as distâncias continentais tornam o combate aos focos de incêndio algo desgastante e requer um esforço redobrado de qualquer profissional. “Os tripulantes trabalharam em todas as surtidas, foram várias durante o dia. Isso aí dá para ter uma noção da prontidão das nossas tripulações, uma vez que todas as vezes que fomos acionados, decolamos prontamente para cumprir a missão. E não foram saídas simples: foi em meio à fumaça, em meio ao cenário complexo de definição de focos de incêndio”, revelou.
CAFFS & MAFFS
Foi a primeira vez que foram utilizados os sistemas MAFFS (Modular Airborne Fire Fighting System) e CAFFS (Containerized Aerial Fire Fighting System) nos incêndios florestais do Amazonas. Para comportar ambos recursos, foram instaladas estruturas em solo, como duas piscinas de abastecimento de água com capacidade para até 24 mil litros cada, e sistema de ar comprimido para completar a força que ejeta a água da aeronave no MAFFS.
A área de cargas da Base Aérea de Manaus (BAMN) foi transformada em uma espécie de “linha de produção” de montagem dos CAFFS. Em tempo hábil, militares deixavam prontos os contêires, que armazenavam até mil litros de água cada. Em cada surtida, ao menos 19 desses eram lançados do KC-390.
O Comandante também destacou a sincronia das equipes que ficavam em solo e a tripulação a bordo. “A aeronave e o equipamento ajudaram muito porque tem uma alta capacidade operacional. Não tivemos nenhuma pane, nenhum contratempo que não permitisse que não cumpríssemos todas as saídas planejadas. O ritmo de batalha foi muito grande. Foram diversas decolagens que permitiram que, em pouco tempo, atingíssemos essa marca”, finalizou.



