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domingo, 25 outubro, 2026
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Campanha de Lula denuncia que apenas 60% da frota de ônibus circula em SP

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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Justiça Eleitoral neste domingo (25) para denunciar que apenas 60% da frota de ônibus de São Paulo estaria em circulação durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.  A coligação Brasil Pronto pra Mais afirma que a redução contraria uma decisão judicial que determinou a operação de 100% dos veículos previstos para dias úteis regulares. As informações são de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo

Em petição apresentada à 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, a coligação relatou problemas no transporte público em diferentes regiões da capital, incluindo bairros da zona leste, como Itaim Paulista, a região central e a avenida Paulista.

Segundo o documento, fiscais do PT também receberam relatos de moradores da zona norte que afirmaram esperar mais de uma hora por um ônibus. A campanha pede que a prefeitura e a SPTrans restabeleçam imediatamente a circulação integral da frota e apresentem, em até uma hora, dados sobre a operação dos veículos, discriminados por região e empresa responsável.

A coligação também solicitou a fixação ou o aumento de multas por hora de descumprimento da decisão judicial e o encaminhamento do caso ao Ministério Público Eleitoral para avaliar eventuais irregularidades, incluindo a possibilidade de crime eleitoral.

Segundo a campanha, a circulação de apenas 60% da frota representa uma redução de 40% na oferta de transporte, o que aumenta o tempo de espera e a lotação dos veículos, dificultando o deslocamento dos eleitores, especialmente os de menor renda.

Na sexta-feira (23), a Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura de São Paulo e a SPTrans disponibilizassem 100% da frota prevista para dias úteis regulares neste domingo. O magistrado estabeleceu multa individual de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado, além de advertir sobre possíveis consequências civis, administrativas e criminais.

A Prefeitura de São Paulo não se manifestou sobre a nova denúncia, segundo a reportagem. A SPTrans afirmou que cumprirá a determinação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mas criticou a mudança de regra a menos de 24 horas da votação.

O órgão informou que havia planejado colocar 6,9 mil ônibus em circulação, um aumento de 40% em relação aos domingos habituais, e alegou que as concessionárias teriam menos de 12 horas para mobilizar mais de 10 mil trabalhadores, o que poderia comprometer as folgas e o direito ao voto dos funcionários.





ICL Notícias

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