Na edição 57 da Revista Liberta, que vai ao ar neste sábado (17), a juventude está no centro do debate. E, se na Liberta ela é pauta, é porque, no debate público, foi ela quem pautou. Após o resultado do primeiro turno das eleições, jovens de todo o país se mobilizaram em uma disputa pelo futuro da democracia e pela soberania brasileira.
Na coluna de Talita Tanscheit, é justamente esse o destaque. A cientista política e professora da PUC-RJ mostra como a mobilização de setores da juventude, como os fandoms — grupos de fãs — de artistas da música pop, se uniu, colocou dezenas de perfis com milhões de seguidores nas redes à disposição da campanha de Lula e foi peça fundamental de um movimento que já saiu da web e tomou as ruas e avenidas.
Já Juca Kfouri comenta como, após o susto do primeiro turno, a juventude levantou a cabeça e, até mesmo à revelia de forças tradicionais da política brasileira, tomou a frente, a internet e as praças, conseguindo promover manifestações populares em diversas cidades. Em São Paulo, vários quarteirões da Avenida Paulista foram ocupados pelos progressistas no último domingo (9), em ato que contou com a presença do presidente Lula (PT).
O formigueiro democrático
A articulação em torno da defesa da democracia e da soberania brasileira tem mostrado que, quando milhões de brasileiros se unem, dão força às suas ideias e conseguem impor a esperança quando o futuro parece mostrar desigualdade e autoritarismo. Em sua coluna na edição 57 da Revista Liberta, Jamil Chade parte das ideias de Conceição Evaristo para conduzir sua análise:
“é tempo de formar novos quilombos, em qualquer lugar que estejamos”
Futuro da democracia brasileira atrai o olhar do exterior
A simbiose entre a extrema-direita brasileira e o projeto político de Donald Trump, que não esconde seu interesse nos recursos naturais do Brasil, chamou a atenção do jornal britânico The Guardian. Em coluna, Luciana Bauer e Pedro da Costa Junior repercutem a cobertura do jornal e apontam como uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro pode representar uma transformação profunda na relação entre democracia constitucional, proteção ambiental e soberania brasileira.
A edição 57 da Revista Liberta conta também com colunas de Rosa Amorim, Bernardo Cotrim, João Cezar de Castro Rocha, Eliana Alves Cruz, Gabriela Varella e Paulo César Teixeira. A charge fica por conta de Leandro Hals, e a arte de capa é do cartunista Aroeira. Parte do conteúdo também está disponível para não assinantes.



