Por José Marques
(Folhapress) – O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, disse neste sábado (3) que as eleições não estão “sob ameaça concreta, seja internacional ou do crime organizado”.
A declaração do ministro, a um dia da votação deste domingo (4), acontece após o governo dos Estados Unidos suspender o atendimento em embaixadas e consulados no Brasil na sexta-feira (2) e de a Polícia Federal cumprir mandados de busca e apreensão para apurar se havia risco às instalações diplomáticas.
Segundo Kassio, o eleitor “não pode acreditar em informações falsas criadas apenas para gerar tumulto e tentar desestabilizar a realização do pleito”. “Isso é tirar um dos direitos mais importantes das brasileiras e dos brasileiros”, afirmou.
O presidente do TSE diz que “os órgãos de inteligência que trabalham em parceria conosco não apontam qualquer indício” de que haja ameaças internacionais ou do crime organizado.
Após a operação desta sexta, a PF disse que não foram identificados suspeitos de envolvimento com organizações criminosas.
“Trata-se de ação preventiva adotada em investigação sigilosa conduzida pela Polícia Federal e fruto da cooperação permanente com agências de inteligência estrangeiras”, disse o órgão, em nota após as buscas e apreensões.
“As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados até o momento elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas”, afirma a nota.
“As investigações prosseguem com a análise dos equipamentos de comunicação e mídias apreendidos e eventuais outras providências necessárias.”
Neste sábado, Kassio participou da cerimônia em Brasília que confirmou a integridade e autenticidade dos sistemas instalados nas urnas que serão usadas nestas eleições.
O objetivo foi atestar que os programas responsáveis por receber, processar e totalizar os resultados das urnas eletrônicas estão de acordo com as versões que foram assinadas digitalmente e lacradas pela Justiça Eleitoral ainda em setembro deste ano.
Também foi emitida a zerésima, que mostra que não há nenhum voto na urna, da votação presidente e vice-presidente. O documento foi assinado pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, e por observadores internacionais.



