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sexta-feira, 11 setembro, 2026
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Eric Max transforma “Fogo Grande” em chamado de vida e ancestralidade no single “Tatá Wasú”

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Artista indígena Baré apresenta o quarto single da carreira e mistura a força do boi-bumbá com funk, indie pop e música eletrônica

MANAUS (AM) – O cantor, compositor e produtor artístico indígena Baré Eric Max lançou o single “Tatá Wasú”, trabalho que transforma a imagem do “Fogo Grande” em uma mensagem sobre vida, ancestralidade, pertencimento e união. Disponível desde 28 de agosto, a faixa é o quarto single da carreira do artista e marca uma nova etapa do Ixé Pop Amazônico, linguagem musical criada por Eric para conectar identidade indígena e território a elementos do pop contemporâneo.

“Tatá Wasú” sucede os singles “Rio Negro”, “Mucura” e “Encanta Não” e tem como ponto de partida o fogo entendido como chama do espírito e força vital. A composição estabelece conexões com a identidade Baré e o território do Rio Negro, ao mesmo tempo em que incorpora referências do boi-bumbá, funk, indie pop e música eletrônica.

No refrão, a expressão “Yandé Reté Tatá Wasú” representa, segundo Eric, a ideia de que “nosso corpo é um Fogo Grande”. A música reconhece os povos indígenas como guardiões de uma chama que mantém vivas a floresta, os territórios e a memória amazônica. Ao mesmo tempo, a mensagem ultrapassa essas fronteiras ao propor um chamado coletivo para reacender o espírito, escolher a vida e reconhecer a Terra como espaço compartilhado entre diferentes povos.

Uma música de vida

O processo de criação da faixa também foi atravessado pela morte por suicídio, em dezembro de 2025, da parente Baré Shirley Araújo Thomas, conhecida como Rio-Negrina. A experiência levou Eric a refletir sobre casos de suicídio entre povos indígenas, incluindo adolescentes. Em setembro, período marcado no Brasil pelas ações de prevenção ao suicídio, o artista apresenta “Tatá Wasú” como uma mensagem de cuidado coletivo e fortalecimento da vida.

“Tatá Wasú é uma música de vida. Quando eu canto ‘Yandé Reté Tatá Wasú’, estou dizendo que nosso corpo é um Fogo Grande, que existe uma chama dentro de nós que precisa continuar acesa. Para mim, enquanto artista Baré, esse fogo também representa os povos indígenas que mantêm viva a floresta, a memória e a própria Amazônia”, afirma Eric.

O artista conta que a perda de Shirley Baré teve impacto direto na construção do trabalho. “A perda da nossa parente Shirley Baré atravessou profundamente esse trabalho e me fez pensar em quantos dos nossos, especialmente jovens, estão deixando essa chama se apagar. Tatá Wasú nasce como um chamado: levanta, reacende teu espírito, olha para quem está ao teu lado e ajuda a manter esse fogo vivo”, diz.

“Minha música existe para curar. É entretenimento, mas também é mensagem de cura, reza forte para dançar e despertar o espírito para o positivo”, completa.

Da batucada amazônica à música de arena

Musicalmente, “Tatá Wasú” busca aproximar a pulsação amazônica da dimensão das grandes músicas de arena. A faixa aposta em um refrão-mantra, crescimento progressivo de energia e construção vocal pensada para provocar uma experiência coletiva.

Entre as referências estão a força grave dos tambores, bumbos e da batucada amazônica presentes no boi-bumbá, além da cadência corporal do funk, do indie pop e da música eletrônica, combinados a uma atmosfera cinematográfica. A proposta é transformar ancestralidade, vivência ribeirinha e território em uma linguagem pop contemporânea.

O conceito integra o chamado “Ixé Pop Amazônico” ou “Ixé Pop Indie Amazônico”. “Ixé”, associado pelo artista à ideia de “eu”, sintetiza a relação entre identidade, corpo e território. Em “Tatá Wasú”, essa linguagem assume uma dimensão de arena e combina manifesto, reza, cura e celebração coletiva.

Produção musical

A produção musical de “Tatá Wasú” é assinada por Eric Max Sales Guimarães Gonnet e Toni Arcelinni. Eric é cantor, compositor e produtor artístico indígena Baré e criador do Ixé Pop Amazônico.

Arcelinni atua em gêneros como pop, electropop, R&B e EDM, com trabalhos como “Skorpios”, “A Torre” e “Uncaged”. Entre seus lançamentos de maior alcance está “Everybody (Backstreet’s Back)”, colaboração com MICAH, Perfect Pitch e Rocco. Na nova faixa, os produtores aproximam elementos da identidade amazônica às sonoridades do pop e da música eletrônica.

Videoclipe reúne indígenas e afro-brasileiros

“Tatá Wasú” também ganhou videoclipe dirigido por Ju Damasio, da Produtora do Fim do Mundo, em sua estreia na direção de um clipe musical. Gravado no Rio de Janeiro, o trabalho transforma o futebol em território de encontro, resistência e celebração.

O vídeo reúne elenco indígena e afro-brasileiro e conta com a participação da Seleção Indígena de Futebol do Brasil e das Américas (SIFBA). A narrativa utiliza o futebol e a música para abordar pertencimento, união e enfrentamento ao preconceito, destacando a ocupação dos campos pelos povos originários.

O videoclipe recebeu ainda apoio do Grupo Arco-Íris e conta com a participação do fundador da organização, Cláudio Nascimento. Em uma das cenas, ele entrega a Eric Max a camisa número 24. O gesto é apresentado como símbolo de passagem e resistência, aproximando as lutas indígenas, negras e LGBTQIAPN+.

Assista o videoclipe: https://www.youtube.com/watch?v=15tmT2ucf88
Ouça a música: https://hypeddit.com/ericmax/tatawasu
Siga no Instagram: https://www.instagram.com/_ericmax

Assessoria de imprensa: Eduardo Figueiredo (92) 98445-5741
Fotos: Eliza Telles/Borboleta Azul Music

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