28.3 C
Manaus
quinta-feira, 10 setembro, 2026
InícioBrasilAgosto foi o mês mais quente já registrado no mundo

Agosto foi o mês mais quente já registrado no mundo

Date:


Agosto foi o mês mais quente já registrado em todo o mundo, com temperaturas globais atingindo 1,65°C acima dos níveis pré-industriais e empatando com o mês de julho de 2023. Os dados foram anunciados nesta quinta-feira pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da UE, que ainda indica que o calor deve se intensificar ainda mais nos próximos meses, diante do El Niño.

O recorde, segundo a agência, é o resultado de uma combinação de mudanças climáticas e pela crescente influência do El Niño. A ONU estima que, em 2026, o El Niño terá uma intensidade fora do comum e vai se prorrogar até o início de 2027.

As temperaturas do mês de agosto ficaram 1,65°C acima dos níveis pré-industriais, ultrapassando o limite crítico de 1,5°C acordado pelos países para evitar as piores consequências das mudanças climáticas.

O temor dos cientistas é de que o planeta esteja no caminho de superar a marca estipulada como “fronteira” entre os governos.

Agosto completou ainda verão mais quente da Europa Ocidental, com temperaturas superando o calor extremo de 2003. O calor no continente interrompeu as aulas, lotou os hospitais, gerou milhares de mortes e afetou a produção de alimentos.

Samantha Burgess, líder estratégica para o clima no Copernicus, descreveu agosto como “um mês notável no registro climático global” e seus impactos têm sido “cada vez mais sentidos por comunidades, economias e ecossistemas em todo o mundo”.

Outra constatação é de que a combinação de temperaturas recordes do ar, calor recorde dos oceanos e o verão excepcional da Europa mostrou como as mudanças climáticas estão hoje sendo impulsionadas tanto na atmosfera quanto nos oceanos.

Chuvas acima da média no Brasil

O levantamento também revela que regiões com precipitação acima da média em agosto de 2026 incluíram o leste dos EUA e Canadá, o Alasca, partes do oeste e leste da Rússia, a parte norte do subcontinente indiano, o Chile e o sudeste do Brasil.

Para o chefe do clima da ONU, Simon Stiell, o novo recorde mostra o impacto da humanidade no clima. “As evidências são irrefutáveis: este é o preço exorbitante da dependência da humanidade em combustíveis fósseis e a crise climática global que ela está alimentando”, disse.

Segundo ele, os danos econômicos e sociais do verão ainda estão sendo contabilizados. “O calor extremo matou milhões e custou trilhões, afetando os sistemas de transporte e saúde e elevando os preços de itens básicos para as famílias, como alimentos”, disse ele. “As evidências são irrefutáveis: este é o preço crescente da dependência da humanidade em combustíveis fósseis e da crise climática global que ela está alimentando.”

Os especialistas apontam como o surgimento de um El Niño está agravando a situação. Mas o maior impacto desse fenômeno nas temperaturas globais deve ocorrer no próximo ano, o que significa que a atual sequência de recordes pode ser mantida.

Para a ONU, a “ultrapassagem” do teto neste mês exige que a remoção em larga escala de dióxido de carbono da atmosfera seria necessária para remediar a situação.

Os dados do serviço de satélites de observação da Terra Copernicus também confirmaram que a Europa Ocidental e Central, bem como áreas da Escandinávia e do Sudeste Europeu, experimentaram condições muito mais secas do que o normal durante o verão, enquanto em todo o mundo grande parte do sul dos EUA, norte do México, partes do Canadá, Magreb, parte do Chifre da África, Sibéria, grandes partes da Ásia Central, China, América do Sul, África do Sul e norte da Austrália também apresentaram condições mais secas do que a média.

 





ICL Notícias

spot_img
spot_img