O dólar encerrou o pregão desta terça-feira em forte baixa, cotado a R$ 5,08, na volta do feriado prolongado. Na Bolsa de Valores, o Ibovespa registrou um pregão de alta firme, aproximando-se da marca dos 190 mil pontos após avançar mais de 1% no dia e sustentar uma sequência positiva de valorização respaldada pelo otimismo dos investidores.
O principal motor dos mercados foi a repercussão de novas pesquisas de intenção de voto para a presidência, que apontaram uma disputa altamente acirrada e renovaram as apostas de analistas em uma condução fiscal mais rigorosa no próximo ano, independentemente do resultado nas urnas. Esse cenário político favorável ajudou a derrubar o prêmio de risco e atraiu o fluxo de recursos, contrabalançando as pressões externas vindas da alta do petróleo Brent, que voltou a rondar a faixa dos US$ 100 por barril devido às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Cenário político e fluxo cambial
Enquanto a corrida eleitoral no Brasil atrai o interesse para ativos de renda variável e favorece o real, o ambiente internacional segue desafiador. A persistência do petróleo em patamares elevados mantém o alerta global sobre os riscos inflacionários e a possibilidade de juros mais duros por bancos centrais ao redor do mundo, exigindo seletividade por parte dos investidores.
Destaques corporativos
No ambiente corporativo, as gigantes de commodities tiveram desempenho de destaque. As ações da Petrobras avançaram impulsionadas pela valorização do petróleo e pelos recentes avanços na exploração de novas fronteiras na Foz do Amazonas, enquanto os papéis da Vale subiram acompanhando a alta nos preços do minério de ferro. O noticiário empresarial também foi movimentado por captações estratégicas de dívida e emissões de debêntures por companhias dos setores de energia e turismo.



