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segunda-feira, 17 agosto, 2026
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Prévia do PIB desacelera e cresce 0,2% no 2º trimestre

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O Banco Central informou nesta segunda-feira (17) que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado a “prévia” do PIB, cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre deste ano, após ajuste sazonal, na comparação com o primeiro trimestre. O resultado marca uma forte desaceleração: no primeiro trimestre de 2026, o indicador havia avançado 1,3%. É o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2025, quando o IBC-Br teve retração de 0,5%.

Por setores, agropecuária e indústria registraram expansão no período, de 0,3% e 0,5% respectivamente, enquanto o setor de serviços teve retração de 0,1%. O resultado oficial do PIB do segundo trimestre, calculado pelo IBGE com metodologia diferente da usada pelo Banco Central, será divulgado em 1º de setembro.

Juros
O IBC-Br, considerado a “prévia” do PIB, cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre deste ano segundo o BC (Foto: Reprodução)

Estímulos do governo em ano eleitoral pressionam inflação

Em ano eleitoral, o governo tem adotado medidas para estimular a economia e aliviar o endividamento da população, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a liberação do FGTS e linhas de crédito mais baratas. Essas ações, no entanto, dificultam o controle da inflação, e o próprio Banco Central já indicou que uma desaceleração do crescimento faz parte da estratégia para conter pressões inflacionárias.

Na ata da última reunião do Copom, divulgada na semana passada, a autoridade monetária informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo, ou seja, a economia ainda opera acima do seu potencial sem gerar pressão adicional sobre os preços. O mercado financeiro projeta uma expansão de cerca de 2% para o PIB em 2026, ante os 2,3% registrados no ano passado.

Indicador teve queda em junho

Na comparação mensal, o IBC-Br recuou 0,6% em junho ante maio, primeira queda em três meses, depois de um período de estabilidade em fevereiro. Já na comparação com junho de 2025, sem ajuste sazonal, o índice subiu 2%. No acumulado de 12 meses até junho, a expansão foi de 1,5%, mesmo ritmo registrado na comparação com o primeiro trimestre de 2025.

O IBC-Br é calculado pelo Banco Central com metodologia distinta da usada pelo IBGE para o PIB oficial: incorpora estimativas de agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas não considera o lado da demanda, que entra no cálculo do IBGE. O indicador é uma das referências usadas pela autoridade monetária para definir a taxa básica de juros do país.





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