Para muitas pessoas, o café faz parte da rotina diária e está entre as bebidas mais consumidas do mundo. Apesar de estudos associarem o consumo moderado a alguns benefícios para a saúde, o excesso de cafeína pode provocar efeitos indesejáveis, como insônia, ansiedade e palpitações. As informações foram reunidas em reportagem do jornal argentino La Nación.
Segundo a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) e a Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), a maioria dos adultos saudáveis pode consumir até 400 miligramas de cafeína por dia sem apresentar efeitos adversos significativos. Essa quantidade corresponde, em média, a três ou quatro xícaras de café filtrado, embora o teor de cafeína varie conforme o tipo de grão, o método de preparo e o tamanho da bebida.
Uma xícara de aproximadamente 355 mililitros pode conter entre 113 mg e 247 mg de cafeína, de acordo com a FDA. Cafés preparados com grãos da variedade Robusta, por exemplo, costumam apresentar concentrações maiores do que aqueles produzidos com grãos Arábica.
As autoridades de saúde destacam, porém, que a resposta à cafeína varia entre as pessoas. Peso corporal, uso de medicamentos, doenças preexistentes e fatores genéticos influenciam a tolerância à substância. Enquanto algumas pessoas conseguem consumir café à noite sem alterações no sono, outras podem apresentar sintomas mesmo após pequenas quantidades.

Entre os efeitos mais frequentemente associados ao consumo excessivo de cafeína estão insônia, nervosismo, ansiedade, irritabilidade, aumento da frequência cardíaca, palpitações, dor de cabeça e desconforto gastrointestinal.
Para gestantes e mulheres que estejam amamentando, a recomendação é mais restritiva. Organizações internacionais orientam limitar a ingestão a até 200 mg de cafeína por dia, já que a substância atravessa a placenta e permanece por mais tempo no organismo durante a gravidez.
Outro ponto de atenção é que a cafeína não está presente apenas no café. Refrigerantes, chás, chocolates, bebidas energéticas, suplementos alimentares e alguns medicamentos também contêm a substância, o que pode elevar o consumo diário sem que a pessoa perceba.
A FDA também alerta para os riscos da cafeína em pó ou altamente concentrada. Segundo o órgão, doses próximas de 1.200 mg consumidas rapidamente podem provocar efeitos tóxicos graves, como convulsões, e quantidades ainda maiores podem representar risco à vida.
Além da quantidade, o horário de consumo também faz diferença. A EFSA aponta que cerca de 100 mg de cafeína ingeridos pouco antes de dormir já podem comprometer a qualidade do sono, principalmente em pessoas mais sensíveis.
Por outro lado, pesquisas indicam que o consumo moderado de café pode estar associado a benefícios como melhora do estado de alerta, do desempenho físico e de alguns indicadores de saúde cardiovascular. Especialistas ressaltam, contudo, que esses efeitos dependem das condições de saúde e dos hábitos de cada indivíduo.



