O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu uma reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro, se for confirmado, deve ocorrer nesta quarta-feira, às margens do G7 em Evian. O ucraniano tenta convencer aliados ou membros do Brics a pressionar Vladimir Putin a aceitar uma negociação nos termos defendidos por Kiev.
O governo brasileiro não descarta atender o pedido, principalmente num momento em que a guerra na Rússia entra numa fase crítica. Nesta terça-feira, o chanceler brasileiro Mauro Vieira já esteve com o chefe da diplomacia ucraniana, no que pode ser uma preparação para a reunião entre os dois líderes.
Com o apoio da Europa, Zelensky desembarcou em Evian com a esperança de convencer Donald Trump a continuar financiando a defesa de Kiev e abrir espaço para sediar, nos EUA, russos e ucranianos.
Em suas declarações, Trump defendeu que Vladimir Putin faça concessões para chegar a um acordo e admitiu que Moscou está numa situação mais debilitada. Mas nada disso indica, neste momento, que a Casa Branca fará pressão real nesse sentido.
Zelensky buscava um contro com Trump há quatro meses, o que acabou ocorrendo nesta semana. Macron, captado por um microfone aberto na cúpula, foi ouvido admitindo que a reunião entre Trump e os ucranianos foi “difícil”.
Os líderes do G7 também concordaram em intensificar as sanções contra a energia russa. A União Europeia já está preparando seu 21º pacote de sanções, incluindo restrições à venda de navios-tanque de GNL para a Rússia.
Zelensky tentou convencer Trump de que a Ucrânia não estava mais perdendo no campo de batalha e que o papel dos EUA não deveria ser o de mensageiro entre os dois lados, mas o de mediador em apoio à Ucrânia.
“A Rússia não está vencendo e está perdendo muitas pessoas; portanto, precisa chegar a um acordo o mais rápido possível. Eles não têm a iniciativa em suas mãos”, disse o ucraniano.



