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domingo, 14 junho, 2026
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Brasil vê acordo distante e Lula viaja sem previsão de reunião com Trump

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O governo brasileiro afirma que a reunião entre os técnicos e negociadores do país com representantes do governo de Donald Trump foi positiva para debater barreiras ao comércio. Mas considera que os dois lados estão ainda distantes de um acordo sobre tarifas. Como consequência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou para a cúpula do G7, em Evian, sem a perspectiva de um encontro formal com o americano.

Na semana passada, Washington anunciou a intenção de aplicar duas barreiras contra o Brasil. Uma delas seria de 25%, enquanto uma segunda taxa seria de 12,5%. Ambas apenas entram em vigor em julho e a esperança por parte do Brasil é de que, até lá, os negociadores consigam minimizar os impactos e reduzir as taxas.

Um dos cenários apontava para um eventual encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Trump, nesta semana. Ambos estarão a partir de amanhã em Evian, na França, para a cúpula do G7. Mas, até o momento, nem o governo brasileiro e nem o norte-americano sinalizaram que existe um espaço político ou diplomático para que se justifique um novo encontro formal entre os dois líderes.

Lula estará na mesma sala que Trump e diplomatas não descartam que haja uma troca de palavras ou foto entre os dois. Mas, até o final deste domingo, não havia uma solicitação de um encontro nem por parte da Casa Branca e nem pelo Palácio do Planalto.

A avaliação de Brasília é de que, sem uma avanço real nas negociações, um novo encontro entre Lula e Trump seria apenas a repetição de declarações já feitas por ambos.

Lula planeja um discurso forte durante o G7, denunciando as atitudes dos países ricos. Mas não deve usar sua fala para denunciar apenas Trump. A avaliação do governo é de que, enquanto está ocorrendo uma negociação, não faria sentido atacar o outro lado de forma exclusiva. O Brasil ainda quer dar um sinal de que quer resolver o problema das tarifas, e não dar argumento para que outro lado justifique uma interrupção no diálogo.

A mudança de foco se contrasta com o tom usado por Lula internamente no Brasil, com discursos duros contra Trump. A avaliação, porém, é que existe internamente um contexto de disputa política. Mas não faria sentido capturar uma reunião internacional para transformar em palanque doméstico.

Ainda assim, fontes próximas ao presidente garantem que as mensagem serão devidamente passadas aos demais líderes sobre a necessidade de que as barreiras sejam retiradas.

PF em Evian: crime organizado

Além da questão comercial, outro tema que deve surgir na agenda da viagem para Evian será a luta contra o crime organizado. A cúpula da Polícia Federal viajará com o presidente brasileiro e aproveitará o evento para manter reuniões com a Interpol, hoje liderada por um brasileiro.

Na pauta estará o crime organizado em geral, os avanços feitos pela Interpol e a possibilidades de ampliar cooperação.





ICL Notícias

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