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quinta-feira, 4 junho, 2026
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Ibovespa recua mais de 2% e volta a sentir pressão do cenário externo e das tarifas dos EUA

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O mercado financeiro brasileiro voltou a operar em forte queda nesta quarta-feira (3), com o Ibovespa encerrando o pregão aos 170.330 pontos, recuo de 2,22%. O movimento anulou os ganhos registrados na sessão anterior e refletiu um ambiente de maior aversão ao risco tanto no cenário internacional quanto doméstico.

Além da bolsa, o dólar avançou 1,15%, fechando cotado a R$ 5,067, enquanto os juros futuros registraram alta ao longo de toda a curva, indicando aumento das preocupações dos investidores.

O principal fator de pressão veio do agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Os confrontos entre Irã e Estados Unidos continuaram sem sinais concretos de desescalada, elevando a incerteza nos mercados globais.

Nesse contexto, os preços internacionais do petróleo voltaram a subir, enquanto os principais índices acionários de Wall Street fecharam em queda. O dólar também ganhou força frente a outras moedas, refletindo a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros.

Outro elemento que chamou atenção foi a divulgação de dados mais fortes do mercado de trabalho privado nos Estados Unidos. O relatório ADP mostrou criação de empregos acima das expectativas, reforçando a percepção de que a economia americana segue aquecida.

As preocupações também aumentaram após o governo americano sinalizar novas medidas tarifárias contra diversos parceiros comerciais, incluindo o Brasil.

De acordo com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), determinados produtos brasileiros poderão enfrentar tarifas que chegam a 37,5% no mercado norte-americano.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país continuará buscando alternativas para ampliar mercados e reforçou que o Brasil pretende diversificar seus parceiros comerciais caso as restrições sejam mantidas.

Apesar das tensões, ainda existe espaço para negociações diplomáticas antes da implementação definitiva das medidas.

No campo econômico, os dados domésticos trouxeram uma notícia mais favorável. A produção industrial brasileira registrou crescimento pelo quarto mês consecutivo, superando as expectativas do mercado.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, avaliou que a atividade econômica deverá continuar apresentando resultados positivos ao longo do segundo trimestre.

“Deveria aguardar um segundo trimestre na mesma linha. Muita gente estava pessimista, dizendo que viria ruim. Vamos de novo surpreender no segundo trimestre de 2026”, declarou.

Ainda assim, os dados positivos não foram suficientes para alterar o humor dos investidores diante do cenário internacional mais desafiador.

Destaques do Ibovespa

Entre as ações de maior peso no índice, a mineradora Vale esteve entre os destaques negativos, com queda de 3,78%.

O setor bancário também contribuiu para a retração do Ibovespa. Santander, Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil encerraram o dia com perdas superiores a 1,8%.

No segmento de petróleo, o desempenho foi misto. Petrobras recuou 0,77%, mesmo com a valorização da commodity no mercado internacional. Já empresas independentes do setor, como PRIO e Brava Energia, registraram ganhos impulsionados pela alta do petróleo.

Entre as poucas altas relevantes do pregão, a Minerva avançou 2,29%, beneficiada pela menor exposição de parte do setor de proteína bovina às novas medidas tarifárias dos Estados Unidos.





ICL Notícias

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