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quarta-feira, 3 junho, 2026
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Exportações brasileiras para os EUA recuam 16% em 2026 em meio a tensões comerciais

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As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 16% entre janeiro e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Enquanto as vendas para o mercado americano diminuíram, as exportações totais do Brasil para o restante do mundo avançaram 8,7% no acumulado do ano, indicando uma diversificação maior dos destinos dos produtos brasileiros.

Os números também mostram redução das importações brasileiras de produtos e serviços americanos. Até abril, as compras vindas dos Estados Unidos somaram US$ 15,48 bilhões, uma queda de 12,6% em relação ao mesmo período de 2025.

Com isso, a balança comercial entre os dois países apresentou déficit de US$ 1,47 bilhão para o Brasil. Já a corrente de comércio — indicador que reúne exportações e importações — recuou 14,3%, totalizando US$ 29,49 bilhões.

Os dados refletem uma desaceleração nas trocas comerciais entre as duas maiores economias das Américas.

Tarifas americanas influenciam cenário de exportações

A redução do comércio bilateral ocorre em um contexto de aumento das barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

Desde o ano passado, diversos setores passaram a enfrentar tarifas que chegam a 50%, o que levou empresas brasileiras e o governo a buscar novos mercados para reduzir a dependência do comércio com os norte-americanos.

O cenário ganhou novos capítulos nesta semana. O governo do presidente Donald Trump anunciou uma proposta de sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros que ingressarem no mercado americano.

A medida foi apresentada um dia após a divulgação de outra proposta que prevê tarifas de 25% para determinados produtos exportados pelo Brasil.

Impacto ainda está sendo avaliado

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a tarifa de 25% atualmente em discussão poderia atingir cerca de 21% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.

Ainda não há uma estimativa oficial sobre os efeitos da nova sobretaxa de 12,5%, anunciada posteriormente.

A decisão final sobre a adoção das tarifas será discutida em audiência prevista para o dia 7 de julho. Até lá, governo e setor produtivo acompanham as negociações e avaliam possíveis impactos sobre o comércio exterior brasileiro.





ICL Notícias

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