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sexta-feira, 29 maio, 2026
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Pai agredido guarda após pedir que igreja abaixasse o som

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Um homem foi agredido por um guarda municipal de folga após reclamar do som alto de uma igreja evangélica em Balneário Camboriú (SC). A vítima, Tiago Alves, é pai de uma criança de 9 anos diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e afirma conviver há quatro anos com o barulho excessivo, que, segundo ele, deixa o filho “extremamente sensível e agitado”. O caso foi registrado por câmeras de segurança e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Tiago relatou a agressão nas redes sociais. “Só pedi respeito ao meu filho autista e que a igreja baixasse o som. A resposta foi violência”, escreveu. Em outra publicação, ele afirmou que o agressor seria um agente público e pessoa que “se apresenta como cristã”, e exibiu ferimentos no rosto.

Segundo a vítima, ao longo dos últimos anos ele já registrou ao menos 17 boletins de ocorrência relacionados ao volume do som da igreja. Ele relatou em entrevista ao G1 que, no dia da agressão, foi atingido por socos após pedir a redução do barulho e chegou a ficar desacordado. Tiago precisou levar seis pontos na boca.

A agressão foi registrada em vídeo e ocorreu em 18 de maio, em frente à Igreja Assembleia de Deus Missão Avivlista (ADMA). Em nota, a instituição repudiou a violência e afirmou que o guarda participava do culto naquela noite. A igreja também disse que todas as adequações determinadas pela Justiça em relação ao controle de ruído foram cumpridas.

“A ADMA repudia de forma veemente qualquer espécie de violência física, moral, psicológica ou ameaça contra qualquer pessoa, não compactuando, em hipótese alguma, com condutas dessa natureza.”

Tiago, no entanto, sustenta que o problema com o som excessivo é antigo e que o Ministério Público já havia determinado medidas para redução do ruído no local.

A Prefeitura de Balneário Camboriú informou que o guarda municipal foi afastado das atividades operacionais e passou a atuar em funções administrativas enquanto o caso é apurado. A corporação também instaurou procedimento interno para investigar a conduta do servidor.





ICL Notícias

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