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segunda-feira, 18 maio, 2026
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Ibovespa fecha em queda com tensão no Oriente Médio

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O Ibovespa iniciou a semana em baixa, refletindo o aumento da cautela nos mercados globais diante das incertezas envolvendo o conflito no Oriente Médio e dos sinais de desaceleração da economia brasileira. O principal índice da bolsa brasileira caiu 0,17% nesta segunda-feira (18), encerrando o pregão aos 176.975 pontos.

Nos últimos oito pregões, a bolsa acumulou apenas duas sessões de alta, evidenciando um ambiente de maior aversão ao risco entre os investidores. Enquanto isso, o dólar comercial recuou 1,37%, fechando abaixo de R$ 5, movimento acompanhado pela queda dos juros futuros em toda a curva.

O cenário internacional continuou sendo o principal fator de pressão sobre os mercados. As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem sem avanços concretos, aumentando a insegurança em relação ao conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre a economia global.

De um lado, o governo iraniano afirmou que um acordo poderia encerrar rapidamente a guerra. Do outro, os Estados Unidos rejeitaram novas propostas apresentadas por Teerã, enquanto o presidente Donald Trump voltou a endurecer o discurso contra o Irã.

A falta de entendimento entre os dois países manteve o petróleo em alta no mercado internacional, ampliando as preocupações com inflação e crescimento econômico ao redor do mundo. O conflito também elevou as apostas de que bancos centrais deverão manter juros elevados por mais tempo.

Na Europa, o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, afirmou que os bancos centrais ainda podem atuar para estabilizar os mercados financeiros. Apesar disso, as bolsas americanas fecharam em queda, refletindo a cautela dos investidores.

No Brasil, além das tensões externas, o mercado também reagiu a dados mais fracos da atividade econômica. O IBC-Br, indicador considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou retração acima da esperada em março, reforçando a percepção de desaceleração da economia.

Analistas avaliam que os efeitos da política monetária restritiva começam a aparecer de forma mais clara. A manutenção da taxa Selic em níveis elevados, somada ao alto endividamento das famílias, tende a reduzir o ritmo da atividade econômica nos próximos meses.

Ainda assim, instituições financeiras observam que fatores como mercado de trabalho aquecido e programas de transferência de renda continuam sustentando parte do consumo no país.

O mercado também acompanhou a revisão das projeções de inflação pelo Ministério da Fazenda. A Secretaria de Política Econômica elevou as estimativas para os próximos anos, citando os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e dos combustíveis.

Destaques do Ibovespa

Na bolsa, as ações da Vale tiveram forte peso negativo e recuaram 2%, pressionando o índice. O setor bancário também operou em baixa, com perdas em papéis do Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil.

Entre os destaques positivos, as ações da Petrobras avançaram mais de 2%, acompanhando a valorização do petróleo no exterior. A Hapvida também registrou alta no pregão.

Sem indicadores econômicos relevantes previstos para a terça-feira, investidores devem continuar atentos principalmente aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e aos impactos sobre petróleo, inflação e juros globais.





ICL Notícias

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