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segunda-feira, 18 maio, 2026
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Governo eleva projeção da inflação para 4,5% após alta do petróleo e tensão no Oriente Médio

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O governo federal revisou para cima a projeção da inflação oficial para 2026. De acordo com o novo Boletim Macrofiscal divulgado nesta segunda-feira (18) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, a estimativa passou de 3,7% para 4,5%.

A revisão ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que provocou forte alta nos preços do petróleo no mercado internacional. O barril da commodity voltou a superar os US$ 110, elevando a preocupação com possíveis impactos sobre os combustíveis e, consequentemente, sobre a inflação brasileira.

Segundo o Ministério da Fazenda, o conflito internacional tem pressionado os preços do petróleo e seus derivados, aumentando os riscos para a economia doméstica.

“A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados”, informou a pasta em relatório oficial.

O governo destacou, porém, que parte desse impacto pode ser amenizada pela valorização recente do real frente ao dólar e também por medidas adotadas para reduzir o repasse da alta dos combustíveis ao consumidor brasileiro.

Projeção chega ao teto da meta da inflação

Desde o início de 2025, o Brasil passou a operar no sistema de meta contínua de inflação, cujo objetivo central é manter o índice em 3%. A inflação é considerada dentro da meta quando varia entre 1,5% e 4,5%.

Com a nova estimativa em 4,5%, o governo projeta inflação exatamente no teto permitido pelo sistema. Ainda assim, o mercado financeiro segue mais pessimista. Economistas consultados estimam que o índice poderá encerrar o ano em 4,92%.

Apesar da piora na expectativa para os preços, o Ministério da Fazenda manteve a previsão de crescimento da economia brasileira em 2,3% neste ano. Caso o resultado se confirme, o país repetirá o mesmo ritmo de expansão registrado em 2025.

Segundo a Secretaria de Política Econômica, o desempenho do primeiro trimestre apresentou mudanças na composição do crescimento. A indústria perdeu força, enquanto o setor de serviços ganhou maior participação. Já a agropecuária manteve sua contribuição para a atividade econômica.

O governo também avalia que a economia deve desacelerar nos próximos trimestres em razão dos efeitos da política monetária restritiva, marcada pelos juros elevados. A expectativa oficial é de retomada mais consistente apenas no quarto trimestre, impulsionada principalmente pela recuperação da indústria.





ICL Notícias

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