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quinta-feira, 14 maio, 2026
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Reino Unido implementa nova lei que visa impedir jovens de fumar para sempre

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O Reino Unido deu um passo inédito no combate ao tabagismo ao aprovar uma lei que proíbe, de forma permanente, a venda de cigarros para pessoas nascidas a partir de 2009. A medida, considerada uma das mais rígidas do mundo, busca impedir que novas gerações tenham acesso ao tabaco ao longo de toda a vida.

O projeto marca uma mudança histórica na política sobre cigarros no país: nos últimos anos, o Reino Unido chegou a estimular o uso de cigarros eletrônicos como estratégia de redução de danos para fumantes adultos.

No entanto, com o aumento do uso entre jovens, sinais de dependência precoce de nicotina e preocupações com efeitos à saúde, o país passou a rever essa abordagem e agora endurece o cerco contra o fumo.

Como a lei vai funcionar

A lógica da medida é progressiva: a idade mínima para a compra de cigarros será elevada ano após ano. Na prática, isso estabelece uma barreira permanente para quem nasceu a partir de 1º de janeiro de 2009, que não poderá adquirir cigarro de forma legal em nenhum momento da vida.

Embora esse grupo ainda seja formado por adolescentes hoje, a restrição continuará valendo mesmo quando atingirem a maioridade, abrangendo todos os produtos derivados do tabaco. Por isso, especialistas classificam a iniciativa como uma “proibição geracional”, já que não se trata de uma limitação temporária por idade, mas de uma regra definitiva aplicada a determinadas gerações.

Por que a medida foi adotada

De acordo com o governo britânico, o tabagismo segue entre as principais causas evitáveis de morte no país. Os números ajudam a dimensionar o problema: são cerca de 64 mil mortes por ano na Inglaterra, além de aproximadamente 400 mil internações hospitalares relacionadas ao consumo de tabaco. O impacto financeiro também é significativo, com custos estimados em 3 bilhões de libras anuais para o sistema de saúde.

A estratégia aposta na prevenção: ao restringir o acesso desde cedo, a tendência é reduzir o número de pessoas que desenvolvem dependência de nicotina, o que pode aliviar, no longo prazo, tanto os efeitos sobre a saúde quanto os gastos públicos.

A proposta faz parte do chamado “Projeto de Lei do Tabaco e Vapes”, que também amplia o controle sobre produtos de nicotina e pode endurecer restrições ao consumo em espaços públicos.

A legislação também abre caminho para regras mais duras sobre cigarros eletrônicos, incluindo restrições de publicidade e uso proibido perto de escolas, hospitais e dentro de carros que estiverem transportando crianças.





ICL Notícias

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