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quarta-feira, 29 abril, 2026
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Petróleo dispara ao maior nível em quase quatro anos com tensão no Oriente Médio e crise na Opep

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Os preços do petróleo continuam em forte alta e já acumulam oito dias consecutivos de valorização. Nesta quarta-feira (28), a commodity atingiu o maior patamar em quase quatro anos, impulsionada por uma combinação de fatores geopolíticos e mudanças estruturais no mercado de energia.

Por volta das 14h50, o barril do tipo Brent subia cerca de 6,9%, sendo negociado a US$ 118,94. Durante o dia, chegou a tocar US$ 119,68 — nível que não era visto desde junho de 2022. Já o West Texas Intermediate avançava 6,86%, cotado a US$ 106,79.

O movimento de valorização é resultado direto da escalada de tensões no Oriente Médio. O impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã segue sem solução, aumentando o risco de interrupções no fornecimento global de petróleo.

A situação ganhou ainda mais força após declarações do presidente Donald Trump, que voltou a adotar um tom mais agressivo em relação ao Irã. Em uma publicação recente, afirmou: “O Irã não consegue se organizar. Eles não sabem como assinar um acordo que não seja nuclear. É melhor ficarem espertos logo!”.

Segundo a imprensa internacional, o governo norte-americano avalia a proposta iraniana para encerrar o conflito, e uma resposta oficial deve ser anunciada nos próximos dias.

Outro ponto crítico é o Estreito de Hormuz, uma das principais vias de transporte de energia do mundo. O Irã sinalizou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais após o fim definitivo da guerra, o que eleva o risco de interrupção no fluxo global.

Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta passam por essa rota, o que torna qualquer instabilidade na região um fator imediato de pressão sobre os preços.

Saída dos Emirados da Opep agrava cenário

Além das tensões geopolíticas, o mercado também reage à decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Opep e a Opep+ a partir de 1º de maio.

A saída do país, um dos principais produtores do grupo, levanta dúvidas sobre a capacidade da organização de manter o controle da oferta global. A decisão foi confirmada pelo ministro de Energia Suhail Mohamed al-Mazrouei, que destacou que a medida faz parte de uma reavaliação estratégica das políticas energéticas nacionais.

“Esta é uma decisão sobre política, tomada após uma análise cuidadosa das políticas atuais e futuras relacionadas ao nível de produção”, afirmou.

A combinação entre risco geopolítico elevado, possível interrupção de rotas estratégicas e enfraquecimento da coordenação da Opep cria um ambiente de forte instabilidade para o mercado de petróleo.

Mesmo com a avaliação de autoridades dos Emirados de que a saída não deve ter impacto imediato significativo, analistas apontam que o cenário tende a aumentar a volatilidade e dificultar o equilíbrio entre oferta e demanda.

O petróleo tipo Brent é referência para a formação de preços de combustíveis em diversos países, incluindo o Brasil. Com isso, a continuidade da alta pode pressionar gasolina e diesel, inflação e custos de transporte e produção.





ICL Notícias

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