A troca de farpas entre Luana Piovani e Virginia Fonseca movimentou as redes sociais após uma declaração da atriz sobre a influenciadora e sua família. Conhecida por ter discursos acalorados, Piovani fez uma publicação sobre os riscos do vício em jogos e apostas online e citou Virginia, que rebateu o comentário.
Luana compartilhou um vídeo com o depoimento de Juliana Prates, que relata a morte do irmão em decorrência do vício em apostas, e marcou Virginia Fonseca na publicação. Na legenda, a atriz escreveu a frase: “Virginia, a maldição vai colar em você, resvalará nos seus filhos, dinheiro de sangue, endemoniado”.

A menção às crianças intensificou a repercussão do caso. A influenciadora já foi casada com o cantor Zé Felipe e juntos eles têm três filhos, são eles: Maria Alice, 4, Maria Flor, 3, e José Leonardo, 1.
Em resposta, Virginia publicou um vídeo em que aparece chorando e dizendo que irá recorrer à justiça contra Luana.
“Estava ali jantando com meus filhos e vi essa merda. Fico indignada, não consigo entender como o ser humano fala uma coisa dessa. Por quê? Essa mulher tem sei lá, 2 filhos, 3 filhos. Como que ela fala dos filhos de outras pessoas. Crianças de 4, 3 e 1 ano. Você quer falar de mim você fala. O que você quiser, como você sempre falou”, disse a influenciadora.
“Está repreendido em nome do Senhor Jesus Cristo toda essa maldição que essa mulher joga sobre meus filhos!”. Em seguida, a influenciadora soltou outra postagem marcando o ex-marido e afirmou que irá processar Luana: “Agora vamos resolver na Justiça, falar de mim? Ok, agora dos meus filhos: Chega. Cansei”, completa.
O conteúdo divulgado por Luana Piovani reúne o depoimento de Juliana Prates, que relatou o que aconteceu com o irmão após ele desenvolver dependência em apostas online. “No dia em que enterrei meu irmão, prometi que faria um alerta nas redes sociais”, afirmou.
De acordo com Juliana, o irmão chegou a ser diagnosticado por um médico, foi internado e ficou afastado do trabalho por aproximadamente quatro meses. Ao tentar retomar a rotina, passou a apostar online, o que agravou a situação financeira. “Isso começou há cerca de um ano e meio. Ele não conseguiu sair desse ciclo, e eu perdi o meu único irmão”, disse.
Diante da repercussão, as opiniões se dividiram entre quem apoiasse a atriz ou a influenciadora. Novamente em suas redes, Luana se posicionou ao postar uma foto que dizia “ser odiada por quem não presta é um mérito”. Completando a postagem ela escreveu: “Lê de novo, p*rra. Caguei pros que não gostam”.
A atriz, então, compartilhou um vídeo de um ataque sofrido na aldeia Limão Verde, no Mato Grosso do Sul. Explicando a situação, na qual um pelotão de policiais armados atacam um indígena com uma lança na mão, ela soltou: “Esse tipo de cena, esse tipo de situação é que trinca meu coração”.
Finalizando a fala, Piovani disse: “[…] Enfim, é isso que me faz chorar. Entende? Coisa séria, muito séria. Por favor, não me venha com lágrimas de crocodilo”.
Luana ainda deixou um recado aos que criticaram sua fala “[…] isso não é sobre amaldiçoar o filho do outro e sim que é inevitável a lei da colheita”.

Afinal, qual a relação da Virginia com as Bets?
O nome da influenciadora aparece no relatório final da CPI das Bets, que investigou o mercado de apostas no país por cerca de sete meses. No documento, a relatora Soraya Thronicke (Podemos-MS) pede o indiciamento de 16 pessoas, entre influenciadores e empresários do setor, incluindo Virginia Fonseca.
Segundo o parecer, Virginia é acusada de publicidade enganosa e estelionato por promover plataformas de apostas. O relatório ainda será votado e não tem efeito automático, ou seja, cabe ao Ministério Público decidir se apresenta ou não denúncia com base nas conclusões da comissão.
A CPI também sugeriu mudanças na legislação, com propostas para endurecer a fiscalização e punir fraudes no setor. Apesar da repercussão inicial, os trabalhos da comissão vêm enfraquecendo e foram alvo de críticas de lideranças do Senado e do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Regularização das apostas
As apostas esportivas foram liberadas pela primeira vez no Brasil no final do governo de Michel Temer (MDB), em 2018, também por uma articulação no Congresso. A lei liberou as bets e previa a regulamentação do setor até 2022.
O governo de Jair Bolsonaro (PL), no entanto, jamais avançou com essa pauta. Dessa forma, as apostas explodiram no Brasil em uma zona cinzenta da legislação: sem nenhum tipo de fiscalização, nem tributação ou exigências para o funcionamento. A falta de regulamentação permitiu também que esses sites passassem a oferecer cassinos virtuais, como “tigrinho” e semelhantes.
No início do governo Lula (PT), em 2023, o Ministério da Fazenda enviou um projeto de lei para o Congresso para, enfim, regulamentar o mercado. Na tramitação, o texto passou a prever a legalização de “jogos online”, categoria que abarca os cassinos virtuais e jogos como o tigrinho.
Hoje, apenas empresas cadastradas pelo governo federal podem atuar no Brasil. Em recente entrevista ao ICL Notícias, o presidente Lula externou o desejo de acabar com os jogos de aposta no país. “Se depender de mim a gente fecha as bets”, disse.



