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segunda-feira, 13 abril, 2026
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Semana começa com petróleo em alta após negociações sem acordo entre EUA e Irã

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Os preços do petróleo iniciaram a semana em forte alta, ultrapassando a marca de US$ 100 por barril, após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã em reuniões no Paquistão. A escalada nas tensões foi intensificada pelos planos do presidente Donald Trump de implementar um bloqueio naval no estratégico estreito de Ormuz.

Logo na abertura dos mercados, o Brent — referência internacional — avançou cerca de 8%, alcançando US$ 102,60. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal indicador nos EUA, seguiu o mesmo movimento e chegou a US$ 103,99.

O aumento expressivo reflete o temor de investidores diante de um possível agravamento do conflito, o que poderia comprometer ainda mais a oferta global de petróleo.

Especialistas alertam que um bloqueio no estreito de Ormuz tende a prolongar as tensões e pressionar os preços da commodity por mais tempo.

A medida anunciada por Trump busca aumentar a pressão sobre o governo iraniano, que continua exportando petróleo para mercados relevantes, como a China.

Estreito de Ormuz no centro do conflito

O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, continua sendo um eixo central das tensões.

A falta de acordo nas negociações do último sábado (11) desmobilizou as expectativas de transformar o cessar-fogo recente em um acordo duradouro.

Embora o bloqueio ainda não represente um retorno imediato ao conflito direto, especialistas apontam que a medida sinaliza uma escalada preocupante, com potencial de afetar o abastecimento de combustíveis essenciais, como diesel e querosene de aviação.

Após uma semana anterior de queda, impulsionada por expectativas de acordo, o mercado agora reverte o movimento e volta a precificar riscos elevados.

Há projeções de que o petróleo possa ultrapassar novamente os US$ 110 por barril, diante das dúvidas sobre um cessar-fogo imediato.

 

*Com informações do Financial Times





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