Os preços do petróleo iniciaram a semana em forte alta, ultrapassando a marca de US$ 100 por barril, após o fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã em reuniões no Paquistão. A escalada nas tensões foi intensificada pelos planos do presidente Donald Trump de implementar um bloqueio naval no estratégico estreito de Ormuz.
Logo na abertura dos mercados, o Brent — referência internacional — avançou cerca de 8%, alcançando US$ 102,60. Já o West Texas Intermediate (WTI), principal indicador nos EUA, seguiu o mesmo movimento e chegou a US$ 103,99.
O aumento expressivo reflete o temor de investidores diante de um possível agravamento do conflito, o que poderia comprometer ainda mais a oferta global de petróleo.
Especialistas alertam que um bloqueio no estreito de Ormuz tende a prolongar as tensões e pressionar os preços da commodity por mais tempo.
A medida anunciada por Trump busca aumentar a pressão sobre o governo iraniano, que continua exportando petróleo para mercados relevantes, como a China.
Estreito de Ormuz no centro do conflito
O estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito, continua sendo um eixo central das tensões.
A falta de acordo nas negociações do último sábado (11) desmobilizou as expectativas de transformar o cessar-fogo recente em um acordo duradouro.
Embora o bloqueio ainda não represente um retorno imediato ao conflito direto, especialistas apontam que a medida sinaliza uma escalada preocupante, com potencial de afetar o abastecimento de combustíveis essenciais, como diesel e querosene de aviação.
Após uma semana anterior de queda, impulsionada por expectativas de acordo, o mercado agora reverte o movimento e volta a precificar riscos elevados.
Há projeções de que o petróleo possa ultrapassar novamente os US$ 110 por barril, diante das dúvidas sobre um cessar-fogo imediato.
*Com informações do Financial Times



