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terça-feira, 7 abril, 2026
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Índices futuros recuam com tensão no Estreito de Ormuz e ultimato de Trump ao Irã

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Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta terça-feira (7), refletindo o aumento da cautela nos mercados diante do prazo final imposto pelo presidente Donald Trump para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. A ameaça de ataques a infraestruturas essenciais, caso a exigência não seja cumprida até as 21h (horário de Brasília), intensifica a aversão ao risco global.

Na véspera, Trump reforçou o tom ao afirmar que usinas de energia e pontes iranianas poderão ser destruídas, ao mesmo tempo em que classificou a reabertura da rota como “prioridade muito grande”, elevando a incerteza sobre os próximos desdobramentos do conflito.

O ambiente de tensão ganha peso adicional pela relevância estratégica do Estreito de Ormuz para o fluxo global de petróleo, tornando os mercados mais sensíveis a qualquer escalada geopolítica.

No campo macroeconômico, investidores acompanham nos EUA a divulgação de encomendas de bens duráveis e dados de emprego ADP, além de discursos de dirigentes do Federal Reserve (o banco central estadunidense), como Austan Goolsbee e Philip Jefferson, que podem sinalizar os próximos passos da política monetária.

No Brasil, a agenda inclui dados de vendas de veículos da Fenabrave e a balança comercial de março, indicadores que ajudam a calibrar as expectativas para a atividade econômica doméstica.

Brasil

Ibovespa fechou a segunda-feira (6) com leve alta de 0,06%, aos 188.161,97 pontos, acumulando a quinta valorização consecutiva. Apesar do ganho modesto, o movimento reflete a resiliência do mercado doméstico em meio a um cenário internacional ainda marcado por incertezas geopolíticas.

No câmbio, o real acompanhou o tom mais positivo e o dólar comercial recuou 0,25%, cotado a R$ 5,146. Já a curva de juros futuros (DIs) registrou alta em todos os vencimentos, indicando maior cautela com o cenário inflacionário.

Europa

As bolsas europeias operam no campo positivo, após regressarem de uma pausa de quatro dias do feriado de Páscoa.

STOXX 600: +0,42%
DAX (Alemanha): +0,47%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,32%
CAC 40 (França): +0,95%
FTSE MIB (Itália): +0,76%

Estados Unidos

Enquanto monitoram as tensões no Oriente Médio, os investidores acompanham a divulgação de dados macroeconômicos nos EUA e falas de membros do Federal Reserve (Fed).

Dow Jones Futuro: -0,04%
S&P 500 Futuro: -0,14%
Nasdaq Futuro: -0,19%

Ásia

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com os investidores avaliando a escalada das ameaças de Donald Trump contra o Irã. Os mercados de Hong Kong permaneceram fechados nesta terça-feira devido ao feriado da Páscoa.

Shanghai SE (China), +0,26%
Nikkei (Japão): +0,03%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,70%
Nifty 50 (Índia): +0,38%
ASX 200 (Austrália): +1,74%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em alta pelo terceiro dia consecutivo, com os traders de olho na escala de tensões no Oriente Médio.

Petróleo WTI, +0,92%, a US$ 113,44 o barril
Petróleo Brent, +0,68%, a US$ 110,50 o barril

Agenda

Nos EUA, saem os dados ADP, encomendas de bens duráveis e crédito ao consumidor.

Por aqui, no Brasil, a alta dos preços dos combustíveis pode comprometer o programa federal Gás do Povo, que fornece gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha, gratuito para cerca de 50 milhões de pessoas, alertaram distribuidores, revendedores e analistas de combustíveis, a seis meses das eleições presidenciais. Em novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o programa como sua principal iniciativa energética, preparando-se para buscar a reeleição em outubro.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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